Tadalafila

Princípio ativo: TadalafilaClasse: Inibidor da PDE5 (medicamento para disfunção erétil e para sintomas urinários da próstata aumentada)Outros nomes: Cialis · Cialis Diário · Asap · Nesta · Tada · Zyad · Ver lista completa de genéricos, similares e referências →Apresentações: Comprimido revestidoDosagens: 5 mg · 20 mg
Revisado por Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 24 de agosto de 2026
Medicamento sujeito a prescrição médica. As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde. Não se automedique.

Indicações

O que é Tadalafila

A tadalafila é um medicamento de uso oral para o tratamento da disfunção erétil (dificuldade de obter ou manter uma ereção suficiente para a relação sexual) e para os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna (aumento não canceroso da próstata, que pode estreitar o canal da urina e dificultar a micção). Pertence ao grupo dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), o mesmo mecanismo de outros medicamentos para disfunção erétil. Ela não produz ereção sozinha: sem estimulação sexual, não há efeito. No Brasil é vendida em duas apresentações com esquemas de uso diferentes — o comprimido de 20 mg, tomado sob demanda antes da relação, e o comprimido de 5 mg, tomado uma vez por dia em horário fixo.

Como funciona Tadalafila

Quando há estimulação sexual, o organismo libera óxido nítrico no pênis, o que faz aumentar uma substância chamada GMP cíclico (GMPc). O GMPc relaxa a musculatura lisa dos vasos e permite a entrada de sangue nos tecidos penianos, produzindo a ereção. A enzima PDE5 é a responsável por destruir esse GMPc; ao bloqueá-la, a tadalafila mantém níveis mais altos da substância e favorece a ereção — mas só na presença de estímulo sexual. A mesma enzima está presente na musculatura lisa da próstata, da bexiga e dos vasos que irrigam esses órgãos: o relaxamento dessa musculatura aumenta o suprimento de sangue na região e pode reduzir os sintomas urinários da hiperplasia prostática benigna.

Para que serve Tadalafila

As indicações de Tadalafila variam conforme a apresentação:

Comprimido revestido 20 mg (uso sob demanda)
  • Tratamento da disfunção erétil.
Comprimido revestido 5 mg (uso diário)
  • Tratamento da disfunção erétil.
  • Tratamento dos sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens adultos, incluindo aqueles que também têm disfunção erétil.

Quando começa a fazer efeito

No esquema sob demanda (comprimido de 20 mg), a bula descreve eficácia a partir de 30 minutos após a tomada. O medicamento é absorvido em um tempo médio de 2 horas, e a alimentação não altera a velocidade nem a quantidade absorvida. No esquema diário (comprimido de 5 mg), as concentrações no sangue se estabilizam dentro de 5 dias de uso contínuo.

No esquema sob demanda, a bula descreve efeito por até 36 horas após a dose — o paciente pode iniciar a atividade sexual em momentos variáveis dentro dessa janela. No esquema diário, a dose de 5 mg melhora a função erétil por um período superior a 24 horas entre as doses, o que dispensa programar a tomada em função da relação.

Contraindicações

  • Uso de qualquer forma de nitrato orgânico. A tadalafila aumenta o efeito de queda de pressão dos nitratos, e a associação é contraindicada.
  • Alergia (hipersensibilidade conhecida) à tadalafila ou a qualquer componente do comprimido.
  • A tadalafila não é indicada para homens que não apresentam disfunção erétil e/ou sinais e sintomas de hiperplasia prostática benigna.
  • A tadalafila não é indicada para uso em mulheres.
  • A tadalafila não é indicada para uso em recém-nascidos e crianças. Ela não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Antes de usar

Informe seu médico antes de começar

Antes de iniciar, informe ao seu médico:

  • Se você tem ou já teve problemas do coração, como angina (dor no peito), insuficiência cardíaca, batimentos cardíacos irregulares ou infarto.
  • Se você tem pressão baixa ou pressão alta não controlada.
  • Se você já teve derrame (acidente vascular cerebral).
  • Se você tem problemas de fígado.
  • Se você tem problemas nos rins ou faz diálise.
  • Se você tem úlceras no estômago ou problemas de sangramento.
  • Se você tem deformação anatômica do pênis, como angulação, fibrose cavernosa ou doença de Peyronie.
  • Se você tem alguma condição que predispõe ao priapismo (ereção com mais de quatro horas), como anemia falciforme, mieloma múltiplo ou leucemia.
  • Se você já teve perda de visão por neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico) — o risco de um novo episódio é maior.
  • Se você tem diabetes, pressão alta, colesterol alto, doença cardíaca ou é fumante, porque esses fatores aumentam o risco dessa doença ocular.
  • Se você usa alfabloqueadores, como a doxazosina, receitados para pressão alta ou para sintomas da próstata.
  • Se você tem intolerância à lactose ou síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
  • Todos os medicamentos que você usa, receitados ou não — principalmente os do coração, de pressão alta, para a próstata, antibióticos, medicamentos para o tratamento da AIDS, medicamentos para infecções por fungos e leveduras e medicamentos para doenças do estômago, como gastrite e úlcera.

Sinais de alerta: quando parar e procurar ajuda médica

Ereção com duração de 4 horas ou mais (priapismo)

Pacientes que apresentem ereções com duração de 4 horas ou mais devem procurar assistência médica imediata. Se o priapismo não for tratado imediatamente, pode resultar em lesão do tecido do pênis e perda permanente da potência.

Perda repentina da visão

Foram relatados raros casos de perda de visão em homens que usam medicamentos para disfunção erétil, incluindo a tadalafila. Trata-se da neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico), que pode causar perda permanente da visão. Em caso de alteração ou perda repentina da visão durante o tratamento, pare de tomar o medicamento e procure atendimento médico.

Diminuição ou perda repentina da audição

Casos de diminuição ou perda repentina da audição — que podem vir acompanhados de zumbido e tontura (vertigem) — foram relatados em associação temporal com o uso de inibidores da PDE5, incluindo a tadalafila. Quem apresentar esses sinais deve interromper o uso e procurar orientação especializada. A bula registra que não é possível determinar se os eventos têm relação direta com o medicamento ou com outros fatores.

Outras informações importantes

Riscos e monitoramento durante o tratamento

Queda transitória da pressão arterial

Como os demais inibidores da PDE5, a tadalafila dilata os vasos sanguíneos de todo o corpo e pode provocar uma diminuição transitória da pressão. Antes de prescrever, o médico deve avaliar cuidadosamente se um paciente com doença cardiovascular preexistente pode ser prejudicado por esse efeito.

Investigação da próstata antes do tratamento da HPB

Pacientes com suspeita de hiperplasia prostática benigna devem ser examinados para descartar a presença de carcinoma (câncer) prostático antes de iniciar o tratamento.

Avaliação da causa da disfunção erétil

A avaliação da disfunção erétil deve incluir a determinação de suas causas possíveis e a identificação do tratamento apropriado, depois de avaliação médica adequada. A disfunção erétil pode ser sinal de outra doença.

Cuidados no dia a dia

Condução de veículos: Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente se você tiver uma doença cardiovascular preexistente. Na seção específica sobre o tema, a mesma bula registra que não há relatos de efeito da tadalafila sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Álcool: a tadalafila não alterou as concentrações de álcool no sangue e o álcool não alterou as concentrações de tadalafila. Com doses altas de álcool (0,7 g/kg), a adição de tadalafila não reduziu de forma significativa a pressão arterial média, mas alguns indivíduos apresentaram tontura ao mudar de posição e hipotensão ortostática (queda da pressão ao levantar-se). Com doses baixas de álcool (0,6 g/kg), não houve hipotensão e as tonturas ocorreram com a mesma frequência que com o álcool sozinho.

Composição e alérgenos

O comprimido contém lactose, em quantidade abaixo de 0,25 g por comprimido. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

O comprimido contém os corantes óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio.

Posologia

A tadalafila é usada em dois esquemas diferentes, e a escolha entre eles é do médico. No esquema sob demanda, o comprimido de 20 mg é tomado antes da relação sexual, no máximo uma vez ao dia. No esquema diário, o comprimido de 5 mg é tomado uma vez por dia, sempre aproximadamente no mesmo horário, independentemente de haver ou não relação sexual. Em ambos os casos a duração do tratamento é definida pelo médico.

Por apresentação

Comprimido revestido 20 mg — uso sob demanda, antes da relação sexual

Dose padrão: 20 mg, tomados antes da relação sexual, com ou sem alimento.

Dose máxima: 20 mg — é a dose máxima recomendada.

Frequência: No máximo uma vez ao dia.

Idade mínima: Uso adulto. A tadalafila não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Instruções específicas: A bula descreve eficácia a partir de 30 minutos após a administração, por até 36 horas. Dentro dessa janela, o paciente pode iniciar a atividade sexual em momentos variáveis em relação à tomada, de maneira a determinar o próprio intervalo de melhor resposta. A duração do tratamento fica a critério médico.

Comprimido revestido 5 mg — uso diário, em horário fixo

Dose padrão: 5 mg, uma vez ao dia, aproximadamente no mesmo horário — a mesma dose vale para o tratamento da disfunção erétil e para os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna.

Dose máxima: A bula orienta não administrar mais do que a quantidade total recomendada pelo médico para períodos de 24 horas.

Frequência: Uma vez ao dia.

Idade mínima: Uso adulto. A tadalafila não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Instruções específicas: Homens com insuficiência renal leve ou moderada não precisam de ajuste de dose. Em pacientes com insuficiência renal grave, o uso uma vez ao dia não é recomendado. A duração do tratamento fica a critério médico.

Como usar — por apresentação

Comprimido revestido 20 mg (uso sob demanda)

Comprimido revestido de 20 mg, de cor amarela e formato de amêndoa, para uso oral em adultos.

Como aplicar

Tome o comprimido por via oral, com um pouco de líquido. Pode ser tomado com ou sem alimento: a alimentação não altera a velocidade nem a quantidade absorvida.

Se o comprimido pode ser partido varia conforme a apresentação e o fabricante: confira na bula do medicamento em uso. As bulas variam — algumas descrevem o comprimido como sulcado e partível ao meio; outras determinam que ele seja engolido inteiro, sem partir, abrir nem mastigar. O sulco sozinho não autoriza a divisão: há comprimidos sulcados cuja bula orienta não parti-los, porque partir pode alterar a forma como o medicamento é liberado no organismo.

E se eu esquecer uma dose?

Neste esquema não há dose esquecida no sentido habitual: o comprimido de 20 mg é de uso sob demanda, tomado antes da relação sexual, e não em horários fixos. A dose máxima recomendada é de 20 mg, uma vez ao dia. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, do médico ou do cirurgião-dentista.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Comprimido revestido 5 mg (uso diário)

Comprimido revestido de 5 mg, de cor amarela e formato de amêndoa, para uso oral em adultos.

Como aplicar

Tome o comprimido por via oral, com um pouco de líquido, aproximadamente no mesmo horário todos os dias. Pode ser tomado com ou sem alimento: a alimentação não altera a velocidade nem a quantidade absorvida.

Se o comprimido pode ser partido varia conforme a apresentação e o fabricante: confira na bula do medicamento em uso. As bulas variam — algumas descrevem o comprimido como sulcado e partível ao meio; outras determinam que ele seja engolido inteiro, sem partir, abrir nem mastigar. O sulco sozinho não autoriza a divisão: há comprimidos sulcados cuja bula orienta não parti-los, porque partir pode alterar a forma como o medicamento é liberado no organismo.

E se eu esquecer uma dose?

Não tome mais do que a quantidade total recomendada pelo médico para períodos de 24 horas. Caso se esqueça de tomar uma dose, tome-a assim que lembrar. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, do médico ou do cirurgião-dentista.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Efeitos adversos

Reações indesejáveis podem ocorrer com o uso de Tadalafila. Os efeitos descritos variam conforme a apresentação:

Comprimido revestido 20 mg (uso sob demanda)

Muito comuns (mais de 10% dos pacientes)

dor de cabeça (cefaleia).

Comuns (entre 1% e 10% dos pacientes)

Cardiovascular: rubor facial (vermelhidão no rosto); Respiratório: congestão nasal (nariz entupido); Gastrointestinal: dispepsia (indisposição gástrica), náusea (vontade de vomitar), diarreia em pacientes idosos (65 anos ou mais); Neurológico: tontura; Musculoesquelético: dor nas costas (dor lombar), mialgia (dor muscular); Geral/Sistêmico: fadiga (cansaço).

Incomuns (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

hiperemia conjuntival (vermelhidão nos olhos); sensações descritas como dor nos olhos; inchaço das pálpebras; dispneia (falta de ar); vômitos; edema periférico (inchaço nas mãos, pés e pernas).

Muito raras (menos de 0,01% dos pacientes)

Imunológico/Alérgico: reações de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea (vermelhidão da pele), urticária (erupção da pele com coceira), inchaço facial, síndrome de Stevens-Johnson (vermelhidão inflamatória grave da pele, de formato bolhoso) e dermatite esfoliativa (vermelhidão inflamatória da pele com descamação generalizada); Dermatológico: hiperidrose (suor abundante); Cardiovascular: eventos cardiovasculares graves, incluindo infarto do miocárdio, morte súbita cardíaca, acidente vascular cerebral (derrame), dor no peito, palpitações e taquicardia (batimento cardíaco acelerado); hipotensão (diminuição da pressão), mais comumente relatada em quem já toma medicamentos para pressão alta; hipertensão (aumento da pressão) e síncope (desmaio); Respiratório: epistaxe (sangramento pelo nariz); Gastrointestinal: dor abdominal e refluxo gastroesofágico; Neurológico: enxaqueca; Urogenital/Sexual: priapismo (ereção dolorosa com mais de 4 horas de duração) e ereção prolongada; Oftálmico: visão borrada, neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico), que pode resultar em diminuição da visão, oclusão (obstrução) da veia da retina e diminuição do campo visual; Auditivo: diminuição ou perda repentina da audição.

Efeitos identificados no acompanhamento após a comercialização. A bula registra que a maioria dos pacientes que relataram eventos cardiovasculares graves tinha fatores de risco cardiovascular preexistentes e que não é possível determinar se esses eventos se relacionam diretamente ao medicamento, à atividade sexual, aos fatores de risco ou à combinação deles.

Comprimido revestido 5 mg (uso diário)

Comuns no tratamento da disfunção erétil (entre 1% e 10% dos pacientes)

dor nas costas (dor lombar); dispepsia (indigestão); rubor facial (vermelhidão no rosto); mialgia (dor muscular); congestão nasal (nariz entupido).

Incomuns no tratamento da disfunção erétil (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

dispneia (falta de ar).

Comuns no tratamento da hiperplasia prostática benigna (entre 1% e 10% dos pacientes)

cefaleia (dor de cabeça); dispepsia (indigestão); mialgia (dor muscular); dor nas extremidades; refluxo gastroesofágico.

Incomuns no tratamento da hiperplasia prostática benigna (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

dispneia (falta de ar).

Muito raras (menos de 0,01% dos pacientes)

Imunológico/Alérgico: reações de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea (vermelhidão da pele), urticária (coceira), inchaço facial, síndrome de Stevens-Johnson (doença com grave descamação generalizada da pele) e dermatite esfoliativa (vermelhidão inflamatória da pele com descamação generalizada); Dermatológico: hiperidrose (suor abundante); Cardiovascular: eventos cardiovasculares graves, incluindo infarto do miocárdio, morte súbita cardíaca, acidente vascular cerebral (derrame), dor no peito, palpitações e taquicardia (batimento cardíaco acelerado); hipotensão (diminuição da pressão), mais comumente relatada em quem já toma medicamentos para pressão alta; hipertensão (aumento da pressão) e síncope (desmaio); Respiratório: epistaxe (sangramento pelo nariz); Gastrointestinal: dor abdominal e refluxo gastroesofágico; Neurológico: enxaqueca; Urogenital/Sexual: priapismo (ereção dolorosa com mais de 4 horas de duração) e ereção prolongada; Oftálmico: visão borrada, neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico), que pode resultar em diminuição da visão, oclusão (obstrução) da veia da retina e diminuição do campo visual; Auditivo: diminuição ou perda repentina da audição.

Efeitos identificados no acompanhamento após a comercialização. A bula registra que a maioria dos pacientes que relataram eventos cardiovasculares graves tinha fatores de risco cardiovascular preexistentes e que não é possível determinar se esses eventos se relacionam diretamente ao medicamento, à atividade sexual, aos fatores de risco ou à combinação deles.

Esta lista não é exaustiva. Informe ao seu médico qualquer sintoma novo ou incomum durante o tratamento.

O que fazer em caso de superdose

A bula não descreve um quadro específico de superdose. Doses únicas de até 500 mg de tadalafila foram administradas a indivíduos saudáveis e doses diárias repetidas de até 100 mg foram administradas a pacientes: os eventos adversos observados foram semelhantes aos que ocorrem com as doses habituais.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Em casos de superdose, medidas de suporte padrão devem ser adotadas conforme necessário. A hemodiálise contribui de modo não significativo para a eliminação da tadalafila.

0800 722 6001Disque-Intoxicação da Anvisa

Interações medicamentosas

Informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.

MedicamentoEfeitoCondutaSeveridade
Nitratos (propatilnitrato, mononitrato e dinitrato de isossorbida, nitroglicerina)A tadalafila aumenta o efeito de queda da pressão arterial dos nitratos, por ação combinada dos dois na via do óxido nítrico. O uso conjunto é contraindicado. Quando a administração de nitrato for extremamente necessária em quem tomou tadalafila, a bula orienta considerar um intervalo de pelo menos 48 horas após a última dose, com o nitrato administrado sob estreita supervisão médica e monitoramento adequado.Associação não recomendadaCONTRAINDICADA
Riociguate e outros estimuladores da guanilato ciclaseA combinação pode causar hipotensão sintomática (queda da pressão com sintomas).A associação não é recomendada.MAIOR
Outros inibidores da PDE5 e demais tratamentos para disfunção erétilA segurança e a eficácia dessas combinações não foram estudadas.O uso de tais combinações não é recomendado.MAIOR
DoxazosinaA administração simultânea aumentou o efeito de queda da pressão da doxazosina, com maior número de pessoas apresentando redução clinicamente significativa da pressão em pé; houve sintomas associados, incluindo síncope (desmaio). Doses menores de doxazosina não foram testadas.Usar com cautela. O paciente deve estar estável com a terapia com alfabloqueador antes de iniciar o tratamento com tadalafila.MODERADA
Medicamentos para pressão alta em geralA tadalafila dilata os vasos e pode aumentar o efeito de queda da pressão desses medicamentos. Em pacientes que tomam vários anti-hipertensivos com a pressão mal controlada, foram observadas reduções maiores da pressão, em geral sem sintomas. A bula registra que a tadalafila não tem interação clinicamente significativa com nenhuma dessas classes.O médico deve orientar adequadamente o paciente que usa anti-hipertensivos e tadalafila.MODERADA
Cetoconazol, itraconazol, eritromicina, ritonavir e saquinavirAumentam a quantidade de tadalafila no organismo, o que pode aumentar seus efeitos.Informe ao médico o uso desses medicamentos antes de iniciar a tadalafila.MODERADA
RifampicinaReduz a quantidade de tadalafila no organismo e pode diminuir sua eficácia; a magnitude dessa redução de eficácia é desconhecida. O mesmo é esperado de outros indutores da mesma enzima.Informe ao médico o uso desse medicamento.MODERADA
Antiácidos com hidróxido de magnésio e hidróxido de alumínioReduzem a velocidade aparente de absorção da tadalafila, sem alterar a quantidade total absorvida.Não há conduta específica descrita na bula.MENOR
TansulosinaEm dois estudos de farmacologia clínica não foi observada diminuição significativa da pressão arterial quando a tadalafila foi administrada a pessoas que tomavam tansulosina.Mesmo assim, ao associar tadalafila a qualquer alfabloqueador, o paciente deve estar estável com essa terapia antes de iniciar o tratamento.INFORMATIVA
NizatidinaO aumento do pH do estômago causado pela nizatidina não teve efeito significativo sobre a tadalafila.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA
VarfarinaA tadalafila não teve efeito clinicamente significativo sobre a varfarina nem sobre as alterações do tempo de protrombina (exame que mede a coagulação) provocadas por ela.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA
Ácido acetilsalicílicoA tadalafila não potencializou o aumento do tempo de sangramento causado pelo ácido acetilsalicílico.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA
TeofilinaA tadalafila não teve efeito clinicamente significativo sobre a teofilina.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA

Uso em grupos especiais

Gravidez (categoria B)

A bula classifica a tadalafila na categoria B de risco na gravidez. Nestas apresentações, ela não é indicada para uso em mulheres. Não houve evidência de má-formação, toxicidade para o embrião ou para o feto em ratos e camundongos que receberam até 1.000 mg/kg por dia. Não há estudos de tadalafila em mulheres grávidas.

Crianças e adolescentes

O medicamento não é indicado para uso em recém-nascidos e crianças. A tadalafila não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Idosos

Homens idosos saudáveis (65 anos ou mais) eliminam a tadalafila mais lentamente, o que resulta em uma exposição ao medicamento cerca de 25% maior do que em homens de 19 a 45 anos. A bula considera que esse efeito da idade não é clinicamente significativo e não exige ajuste de dose. A bula do paciente registra que não há recomendações nem advertências especiais quanto ao uso por idosos.

Homens com doença cardiovascular

A atividade sexual tem risco cardíaco potencial para quem já tem doença cardiovascular. Por isso, tratamentos para disfunção erétil, incluindo a tadalafila, não devem ser usados por homens com doença do coração para os quais a atividade sexual seja desaconselhável. Não foram incluídos nos estudos clínicos: pacientes com infarto do miocárdio nos últimos 90 dias; com angina instável ou angina ocorrida durante relação sexual; com insuficiência cardíaca classe 2 ou maior da New York Heart Association nos últimos 6 meses; com arritmias não controladas, pressão baixa (menor que 90/50 mmHg) ou pressão alta não controlada; e com acidente vascular cerebral nos últimos 6 meses. Quem apresentar sintomas durante a atividade sexual deve interromper a atividade e relatar o episódio ao médico.

Insuficiência hepática

Em pessoas com insuficiência hepática leve a moderada (Child-Pugh classes A e B), a exposição à tadalafila é comparável à de pessoas saudáveis. Não existem dados em pacientes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh classe C), e nesses casos o medicamento deve ser usado com cautela. O uso diário não foi extensivamente avaliado em pacientes com insuficiência hepática: se for prescrito, o médico deve avaliar cuidadosamente a relação entre risco e benefício em cada caso.

Insuficiência renal

Em pessoas com insuficiência renal, incluindo as que fazem hemodiálise, a exposição à tadalafila é maior do que em pessoas saudáveis. No esquema sob demanda, a bula registra que a exposição dobrou em pacientes com redução da função renal e que a dor lombar foi relatada como evento adverso limitante na dose de 10 mg em parte desses pacientes. No esquema diário, não é necessário ajuste de dose na insuficiência renal leve ou moderada, mas o uso uma vez ao dia não é recomendado na insuficiência renal grave — por causa do aumento da exposição, da experiência clínica limitada e da pouca influência da diálise sobre a eliminação do medicamento.

Homens com diabetes

A exposição à tadalafila em pacientes com diabetes foi cerca de 19% menor do que em pessoas saudáveis; essa diferença não exige ajuste de dose. A bula descreve que a tadalafila mostrou-se eficaz no tratamento da disfunção erétil em pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Fertilidade e produção de espermatozoides

A bula registra que não houve efeitos clinicamente relevantes nas características do esperma. Em três estudos com uso diário de 10 mg e 20 mg, não houve efeito adverso sobre a forma ou a movimentação dos espermatozoides. Em dois deles houve redução da concentração média de espermatozoides em relação ao placebo — efeito não observado em um terceiro estudo e, em um dos casos, associado a uma frequência de ejaculação mais alta. Não houve efeito adverso sobre os hormônios reprodutivos (testosterona, hormônio luteinizante e hormônio folículo-estimulante).

Perguntas frequentes

Para que serve o tadalafila?

A tadalafila serve para tratar a disfunção erétil e também os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna — o aumento benigno da próstata — em homens adultos, segundo a bula.

Na disfunção erétil, ela aumenta o fluxo de sangue no pênis e ajuda a obter e manter a ereção. Na hiperplasia prostática benigna, relaxa a musculatura da próstata, da bexiga e dos vasos que irrigam essa região, o que pode reduzir a dificuldade para urinar. Um mesmo comprimido de 5 mg por dia pode tratar as duas condições quando elas aparecem juntas.

A bula é explícita ao dizer que o medicamento não é indicado para homens que não têm disfunção erétil nem sintomas de próstata aumentada.

Qual é o efeito que a tadalafila faz?

A tadalafila bloqueia uma enzima chamada PDE5, e isso eleva no corpo cavernoso os níveis de uma substância (o GMP cíclico) que relaxa a musculatura lisa dos vasos do pênis e permite a entrada de sangue que produz a ereção.

Esse efeito depende de estímulo sexual: a bula afirma que a tadalafila não tem efeito na ausência de estimulação sexual. O comprimido não provoca ereção sozinho.

A mesma enzima existe na próstata, na bexiga e nos vasos que os irrigam — é por isso que o medicamento também alivia sintomas urinários da próstata aumentada.

Como fica o homem quando toma tadalafila?

O homem que toma tadalafila não fica excitado nem com ereção automática: ele passa a conseguir uma ereção mais firme e duradoura quando houver estímulo sexual, e nada acontece se o estímulo não vier.

A bula descreve que, nos estudos com a dose diária, entre 76% e 85% dos pacientes relataram melhora da ereção, contra 29% e 30% de quem recebeu placebo.

A bula não descreve efeito sobre o desejo sexual: o mecanismo é vascular, depende de estimulação sexual e atua sobre a ereção — não sobre a libido nem sobre o reflexo da ejaculação.

Qual a diferença entre o Viagra e a tadalafila?

A diferença principal entre o Viagra e a tadalafila é o tempo de ação. A diretriz de saúde sexual da Associação Europeia de Urologia registra, para a sildenafila — princípio ativo do Viagra —, janela de eficácia de 30 a 60 minutos até cerca de 12 horas, com meia-vida de 2,6 a 3,7 horas; para a tadalafila, janela de 30 minutos até 36 horas, com meia-vida de 17,5 horas.

Os dois pertencem à mesma classe, a dos inibidores da PDE5, e funcionam pelo mesmo mecanismo: aumentar o fluxo de sangue no pênis diante do estímulo sexual. A janela longa é o motivo de a tadalafila existir também em apresentação de 5 mg para uso diário, o que a sildenafila não tem.

A escolha entre um e outro é do médico e depende do padrão de uso, das outras doenças e dos medicamentos em uso. A contraindicação com nitratos vale para os dois.

Qual é o mais forte, sildenafila ou tadalafila?

Não existe um 'mais forte' entre sildenafila e tadalafila: as duas são inibidoras da PDE5 com eficácia semelhante, e as doses não são comparáveis miligrama a miligrama — 20 mg de tadalafila não equivalem a 20 mg de sildenafila.

O que muda de fato é o tempo. Pela diretriz da Associação Europeia de Urologia, a janela de eficácia da sildenafila vai até cerca de 12 horas e a da tadalafila, até 36 horas; a meia-vida é de 2,6 a 3,7 horas contra 17,5 horas.

Comparar 'força' pela dose leva ao erro mais perigoso desse grupo, que é somar comprimidos por conta própria. A bula da tadalafila fixa 20 mg como dose máxima recomendada e uma vez ao dia como frequência máxima.

Cialis e tadalafila são a mesma coisa?

Cialis é a marca de referência e tadalafila é o nome do princípio ativo — o mesmo medicamento, sob nomes diferentes. O Cialis, da Eli Lilly, foi o produto original; o genérico é vendido com o nome da substância.

No Brasil também existem similares com marca própria, como Asap, Nesta, Tada e Zyad, todos com tadalafila nas concentrações de 5 mg e 20 mg.

Cialis Diário é o nome comercial da apresentação de 5 mg para uso todos os dias; Cialis, sem o 'Diário', é a de 20 mg para uso antes da relação.

A tadalafila serve para próstata?

A tadalafila é indicada em bula para tratar os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna, o aumento benigno da próstata, na dose de 5 mg uma vez ao dia.

Nos estudos citados pela bula, homens tratados por 12 semanas tiveram melhora estatisticamente significativa na escala internacional de sintomas prostáticos, comparados ao placebo. O efeito vem do relaxamento da musculatura da próstata e da bexiga e do aumento do suprimento de sangue para essa região.

Ela trata sintomas, e não câncer de próstata — a bula orienta que todo paciente com suspeita de hiperplasia prostática benigna seja examinado antes para descartar carcinoma prostático.

A tadalafila aumenta o tamanho do pênis?

A tadalafila não aumenta o tamanho do pênis: ela melhora o enchimento de sangue durante a ereção, e o efeito termina junto com ela. Não há nada na bula sobre ganho de tamanho.

A impressão de aumento aparece porque uma ereção mais completa pode chegar mais perto do tamanho máximo natural daquele pênis, o que é diferente de crescer.

As duas únicas indicações registradas para a tadalafila no Brasil são disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna — em nenhuma dose e em nenhuma apresentação o aumento de tamanho é um efeito previsto.

Qual a dose de tadalafila?

A tadalafila tem dois esquemas de dose em bula: 20 mg tomados antes da relação sexual, no máximo uma vez ao dia, ou 5 mg todos os dias, aproximadamente no mesmo horário.

O esquema de 5 mg diário é o único indicado também para os sintomas da próstata aumentada. Nos dois casos o comprimido pode ser tomado com ou sem alimento.

A de 20 mg é a dose máxima recomendada na bula. Qual dos dois esquemas serve para cada pessoa é decisão do médico, e a duração do tratamento também.

É melhor tadalafila de 5 ou de 20?

Entre a tadalafila de 5 mg e a de 20 mg não há uma melhor: elas atendem a esquemas de uso diferentes. A de 5 mg é feita para uso diário contínuo, e a de 20 mg, para uso pontual antes da relação, no máximo uma vez ao dia.

A de 5 mg diária é a única das duas com indicação em bula para os sintomas da hiperplasia prostática benigna, e a bula descreve melhora significativa da função erétil por um período superior a 24 horas entre as doses.

A de 20 mg atende a quem prefere tomar só quando vai precisar, aproveitando a janela de até 36 horas. Trocar de esquema por conta própria não é indicado: as duas apresentações não são intercambiáveis.

Qual a melhor tadalafila, 10 mg ou 20 mg?

Não existe comprimido industrializado de tadalafila de 10 mg registrado no Brasil: as apresentações disponíveis no país são as de 5 mg e as de 20 mg. A comparação com 10 mg circula na internet porque essa dose existe em outros países e aparece nos estudos clínicos citados na bula.

Se o que estiver em mãos for uma tadalafila de 10 mg, não é uma apresentação com registro nacional — costuma ser produto manipulado ou trazido de fora.

Entre as duas disponíveis no Brasil, a escolha não é por 'força', e sim pelo esquema: 5 mg todo dia ou 20 mg antes da relação.

Pode tomar 2 tadalafila de 5 mg juntos?

Tomar 2 comprimidos de tadalafila de 5 mg de uma vez soma 10 mg numa única tomada, e esse não é um esquema previsto na bula — os previstos são 5 mg uma vez ao dia ou 20 mg antes da relação.

Dobrar a dose por conta própria aumenta a chance de dor de cabeça, dor nas costas, rubor facial e queda de pressão, sem garantia de resultado melhor.

Se 5 mg por dia não estão resolvendo, a conversa com o médico é sobre mudar de esquema, e não sobre juntar comprimidos.

Qual o melhor horário para tomar tadalafila?

Não existe um horário melhor para tomar tadalafila: a bula afirma que o período da administração, manhã ou noite, não teve efeitos clinicamente relevantes sobre a velocidade e a extensão da absorção.

O que a bula recomenda para a dose diária de 5 mg é regularidade — tomar aproximadamente no mesmo horário todos os dias —, porque é isso que mantém a concentração estável no sangue.

Escolher um horário fixo que seja fácil de lembrar vale mais do que escolher entre manhã e noite.

O que acontece se eu tomar tadalafila todos os dias?

Tomar tadalafila todos os dias é um esquema previsto em bula, na dose de 5 mg — não é uso indevido, desde que prescrito. Nesse regime, a concentração no sangue se estabiliza em cerca de 5 dias e o efeito deixa de depender de planejar a relação.

A bula registra estudos de uso diário em que 716 pacientes foram tratados por pelo menos 6 meses, 389 por 1 ano e 115 por 2 anos; a taxa de abandono por eventos adversos foi de 4,1%, contra 2,8% no grupo placebo.

Tomar 20 mg todos os dias é outra coisa: a apresentação de 20 mg é de uso sob demanda, com frequência máxima de uma vez ao dia, e a dose estudada para uso diário contínuo é a de 5 mg.

A tadalafila pode ser tomada com comida ou tem que ser em jejum?

A tadalafila pode ser tomada com ou sem alimento: a bula afirma que a velocidade e a extensão da absorção não são influenciadas pela alimentação, e por isso não é preciso jejum nem esperar a digestão.

Antiácidos com hidróxido de magnésio ou de alumínio são a exceção parcial — eles reduzem a velocidade aparente de absorção, sem alterar a quantidade total absorvida.

Álcool é caso à parte: a bula descreve tontura ao levantar e queda de pressão em algumas pessoas quando a tadalafila é usada junto com doses altas de bebida alcoólica.

Pode partir o comprimido de tadalafila?

Se o comprimido de tadalafila pode ser partido varia conforme a apresentação e o fabricante: confira na bula do medicamento em uso. As bulas variam — algumas descrevem o comprimido como sulcado e partível ao meio; outras determinam que ele seja engolido inteiro, sem partir, abrir nem mastigar.

O sulco sozinho não autoriza a divisão: há comprimidos sulcados cuja bula orienta não parti-los, porque partir pode alterar a forma como o medicamento é liberado no organismo.

Partir um comprimido de 20 mg para improvisar uma dose diária é prática comum e sem respaldo de bula: a dose prevista para uso diário é a de 5 mg, que existe pronta no mercado.

Esqueci de tomar a tadalafila de 5 mg, o que devo fazer?

Quem esquece uma dose da tadalafila de 5 mg deve tomá-la assim que lembrar, segundo a bula, sem nunca ultrapassar a quantidade total recomendada pelo médico para um período de 24 horas.

Na prática, isso significa que não se toma dose dobrada para compensar a esquecida. Se a lembrança vier já perto do horário da dose seguinte, o caminho é retomar a rotina normal, sem somar as duas.

Esquecer uma dose de um esquema diário não zera o tratamento — a concentração no sangue leva cerca de 5 dias para se estabilizar e não desaparece de um dia para o outro.

Por quanto tempo posso tomar tadalafila?

A bula não fixa um tempo máximo de tratamento com tadalafila: diz que a duração do tratamento deve ocorrer a critério médico.

Os estudos citados acompanharam uso diário por até 2 anos, e a bula descreve que o efeito do tratamento não diminuiu com o tempo.

Como a disfunção erétil pode ser sinal de doença cardiovascular, diabetes ou alteração hormonal, a bula orienta que a avaliação inclua a determinação das causas potenciais. Tomar o comprimido indefinidamente sem investigar deixa a causa sem tratamento.

Quanto tempo a tadalafila demora para fazer efeito?

A tadalafila de 20 mg começa a fazer efeito a partir de 30 minutos após a tomada, segundo a bula — foi o tempo mínimo demonstrado nos estudos em relação ao placebo.

Esse é um piso, não um cronômetro: a bula registra que os pacientes podem iniciar a atividade sexual em tempos variáveis depois da dose, de maneira a determinar o próprio intervalo ótimo de resposta.

Na apresentação de 5 mg diária a lógica é outra: o efeito não é contado a partir de cada tomada, e sim mantido de forma contínua depois dos primeiros dias de uso.

Qual o pico de efeito do tadalafila?

O pico da tadalafila no sangue acontece em média 2 horas depois da tomada — é quando a concentração plasmática máxima é atingida, segundo a bula.

Pico de concentração não é o mesmo que janela de eficácia: a bula demonstra melhora da função erétil já a partir de 30 minutos e por até 36 horas após a dose de 20 mg.

Antiácidos à base de magnésio ou alumínio retardam esse pico, embora não reduzam a quantidade total de medicamento absorvida.

Quanto tempo dura o efeito da tadalafila?

O efeito da tadalafila de 20 mg dura até 36 horas, segundo a bula — é a janela em que os estudos mostraram melhora da função erétil e da capacidade de ter relação satisfatória, comparada ao placebo.

Essas 36 horas não significam ereção contínua nem efeito constante: significam que, dentro desse período, o estímulo sexual tende a produzir uma ereção melhor.

Na dose diária de 5 mg, a bula descreve melhora significativa da função erétil por um período superior a 24 horas entre as doses — é o que permite a tomada uma vez ao dia.

Quanto tempo a tadalafila fica no organismo?

A tadalafila tem meia-vida média de 17,5 horas em pessoas saudáveis, segundo a bula, o que corresponde a cerca de 3 a 4 dias até a eliminação praticamente completa de uma dose — bem mais do que as 36 horas de efeito.

A eliminação se dá principalmente pelas fezes (cerca de 61% da dose) e, em menor extensão, pela urina (cerca de 36%).

Esse tempo tem uma consequência prática registrada na bula: se o uso de um nitrato para o coração for absolutamente necessário, deve-se considerar um intervalo de pelo menos 48 horas desde a última dose de tadalafila, com supervisão médica e monitoramento.

Quanto tempo a tadalafila de 5 mg diária leva para começar a funcionar?

A tadalafila de 5 mg diária atinge concentração estável no sangue dentro de 5 dias de uso contínuo, segundo a bula — é a partir daí que o esquema diário está plenamente instalado.

Para os sintomas da próstata aumentada, o prazo de avaliação usado nos estudos citados na bula foi de 12 semanas de tratamento.

Julgar se o esquema diário funcionou nos primeiros dois ou três dias é cedo demais.

Quanto tempo um homem dura na cama com tadalafila?

A tadalafila não foi feita para aumentar o tempo de duração da relação sexual: ela atua sobre a ereção, e a bula brasileira traz duas indicações — disfunção erétil e sintomas da próstata aumentada. Ejaculação precoce não é uma delas.

A confusão vem da janela de até 36 horas descrita na bula, que é o período em que o medicamento pode ajudar a obter uma ereção, e não o tempo de duração de uma relação.

Existe um debate real por trás da pergunta, e as diretrizes internacionais divergem: a europeia admite inibidores da PDE5 no tratamento da ejaculação precoce, isolados ou combinados a outras terapias, enquanto a da Sociedade Internacional de Medicina Sexual considera a evidência insuficiente para recomendá-los em quem não tem disfunção erétil. Todas concordam em tratar primeiro a disfunção erétil quando as duas queixas aparecem juntas — avaliação que é do urologista, e não de bula.

Quais são os efeitos colaterais da tadalafila?

Os efeitos colaterais mais frequentes da tadalafila são dor de cabeça, dor nas costas, indigestão, rubor facial (vermelhidão no rosto), dor muscular e nariz entupido — a dor de cabeça é classificada como muito comum na apresentação de 20 mg, atingindo mais de 1 em cada 10 usuários.

A bula lista ainda como comuns tontura, náusea, cansaço e diarreia em pacientes acima de 65 anos; e como incomuns vermelhidão nos olhos, dor nos olhos, inchaço das pálpebras, falta de ar, vômitos e inchaço nas mãos, nos pés e nas pernas.

Nos estudos clínicos, essas reações foram geralmente leves ou moderadas, transitórias, e diminuíram com a continuação do tratamento; a taxa de abandono por eventos adversos foi de 3,1%, contra 1,4% no grupo placebo.

Quais são os riscos de tomar tadalafila?

Os riscos graves da tadalafila são raros, mas exigem ação imediata: ereção dolorosa com mais de 4 horas (priapismo), perda repentina da visão, perda ou redução repentina da audição e eventos cardiovasculares graves como infarto, arritmia e desmaio.

O risco mais previsível é a interação com nitratos, que é contraindicação absoluta — a combinação pode provocar queda perigosa da pressão arterial.

Há também o risco de tratar sozinho um sintoma que sinaliza outra doença: a bula afirma que a avaliação da disfunção erétil deve incluir a determinação de suas causas potenciais antes da escolha do tratamento.

A tadalafila dá dor de cabeça?

A dor de cabeça é o efeito colateral mais frequente da tadalafila, classificado como muito comum na bula da apresentação de 20 mg — ocorre em mais de 1 a cada 10 pessoas que usam o medicamento.

Ela acontece porque a tadalafila dilata vasos sanguíneos em todo o corpo, e não só na região genital; pelo mesmo motivo aparecem o rubor facial e o nariz entupido.

A bula descreve essas reações como geralmente leves ou moderadas, transitórias, que diminuíram com a continuação do tratamento. Dor de cabeça intensa, persistente ou acompanhada de alteração visual não é para esperar passar: é para procurar avaliação médica.

A tadalafila dá dor nas costas?

A dor nas costas e a dor muscular são efeitos comuns da tadalafila, listados na bula tanto na apresentação de 5 mg quanto na de 20 mg — atingem entre 1% e 10% dos usuários.

A bula descreve esses eventos como geralmente leves ou moderados e transitórios, com redução ao longo do tratamento.

Há um dado específico registrado na bula: em estudo de farmacologia clínica com dose de 10 mg, a dor lombar foi um evento adverso limitante em homens com função renal reduzida; já na dose de 5 mg, a frequência e a intensidade não foram diferentes das observadas em pessoas saudáveis.

O tadalafil faz mal para o coração?

A tadalafila não é um medicamento tóxico para o coração, mas é contraindicada para quem usa nitratos e desaconselhada para homens com doença cardíaca em que a própria atividade sexual é desaconselhável — é o esforço da relação, e não o comprimido, que representa o risco cardíaco nesse grupo.

A bula lista os pacientes que ficaram de fora dos estudos clínicos e para os quais não há dados: infarto nos últimos 90 dias, angina instável ou angina que ocorre durante a relação sexual, insuficiência cardíaca classe 2 ou maior nos últimos 6 meses, arritmias não controladas, pressão abaixo de 90/50 mmHg, hipertensão não controlada e AVC nos últimos 6 meses.

Em pessoas saudáveis, a tadalafila não produziu diferença significativa na frequência cardíaca nem na pressão em relação ao placebo. Quem tem qualquer doença do coração precisa de avaliação médica antes de usar.

A tadalafila aumenta ou abaixa a pressão?

A tadalafila tende a baixar um pouco a pressão, não a aumentar: ela tem propriedades vasodilatadoras sistêmicas que podem causar diminuição transitória da pressão arterial, segundo a bula.

Em pessoas saudáveis essa queda foi pequena e sem significado clínico. Ela pesa em três situações descritas na bula: uso de nitratos (contraindicado), uso do alfabloqueador doxazosina e pacientes que tomam vários anti-hipertensivos com a pressão mal controlada.

A bula testou as principais classes de remédios para pressão — anlodipino, enalapril, metoprolol, diuréticos tiazídicos e bloqueadores do receptor de angiotensina II — e não encontrou interação clinicamente significativa com nenhuma delas.

A tadalafila pode afetar a visão?

A tadalafila pode causar alterações visuais, e a bula descreve duas situações bem diferentes: visão borrada, relatada muito raramente, e a neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, uma interrupção do fluxo sanguíneo para o nervo óptico que pode causar perda permanente da visão.

A orientação da bula diante de perda repentina da visão é interromper o medicamento e procurar orientação especializada imediatamente.

Têm risco maior quem já apresentou o problema antes, além de pessoas com diabetes, pressão alta, colesterol elevado, doença arterial coronariana, mais de 50 anos e fumantes. Em teste específico, a tadalafila não alterou a acuidade visual nem a discriminação das cores azul e verde, achado que a bula relaciona à baixa afinidade da substância pela enzima presente na retina.

O que fazer se a ereção durar mais de 4 horas?

Ereção com duração de 4 horas ou mais depois de tomar tadalafila exige assistência médica imediata — é o quadro chamado priapismo, e a bula instrui expressamente a procurar socorro sem esperar.

A urgência tem motivo: se o priapismo não for tratado imediatamente, pode resultar em lesão do tecido do pênis e perda permanente da capacidade de ter ereção.

O risco é maior em quem tem anemia falciforme, mieloma múltiplo, leucemia ou deformação anatômica do pênis, como angulação, fibrose cavernosa ou doença de Peyronie — condições em que a bula pede cautela no uso.

A tadalafila afeta o esperma ou a fertilidade?

A tadalafila não teve efeito adverso sobre a forma nem sobre a movimentação dos espermatozoides em três estudos citados na bula, com uso diário por 6 a 9 meses.

Dois desses estudos mostraram redução na concentração média de espermatozoides em relação ao placebo; no estudo de 9 meses essa redução foi associada a uma frequência maior de ejaculações, e o efeito não apareceu em outro estudo de 6 meses. Não houve alteração nas concentrações médias de testosterona, hormônio luteinizante ou hormônio folículo-estimulante.

A bula também registra que menos de 0,0005% da dose administrada aparece no sêmen.

A tadalafila engorda?

A tadalafila não engorda: ganho de peso não aparece entre os efeitos adversos listados na bula, em nenhuma faixa de frequência.

O que a bula descreve, como reação incomum, é o edema periférico — inchaço nas mãos, nos pés e nas pernas —, que ocorre em menos de 1% dos usuários e pode ser confundido com aumento de peso.

Inchaço que aparece e não passa merece avaliação médica, porque pode ter causa cardíaca ou renal independente do medicamento.

É saudável usar tadalafila?

Usar tadalafila com diagnóstico e prescrição é seguro para a maioria dos homens — a bula registra uso diário estudado por até 2 anos, com reações adversas em geral leves e transitórias. O problema não é o medicamento, é o uso sem avaliação.

A bula afirma que a tadalafila não é indicada para homens que não apresentam disfunção erétil nem sintomas de hiperplasia prostática benigna, e é exatamente esse o cenário do uso recreativo ou de academia, em que o comprimido é tomado por quem não tem indicação.

A Anvisa publicou alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil, a tadalafila entre eles. Nesse uso somam-se o risco cardiovascular sem triagem médica, o risco de priapismo, o de adiar a investigação de uma causa que pode ser diabetes ou doença do coração — e um efeito menos óbvio, medido em estudos com homens jovens saudáveis: quem usa sem indicação relata menos confiança na própria ereção sem o comprimido.

A tadalafila vicia?

A tadalafila não causa dependência física: a bula não descreve síndrome de abstinência nem necessidade de retirada gradual, e o medicamento não age no sistema nervoso central como as substâncias que provocam dependência química.

O que a literatura descreve é outra coisa, e de forma mais precisa que o senso comum: entre homens jovens e saudáveis que usam medicamentos para disfunção erétil sem indicação médica, o uso recreativo se associa a menor confiança na capacidade de ter ereção sem o comprimido e a menor satisfação sexual — mesmo tendo função erétil igual à de quem não usa. Quanto mais frequente o uso, menor a confiança relatada.

Interromper a tadalafila não provoca sintomas físicos de abstinência. A dificuldade que reaparece é a da condição de base, quando ela existe.

É normal broxar com tadalafila?

Falhar mesmo tendo tomado tadalafila acontece, e a explicação mais frequente está na própria bula: o medicamento não tem efeito na ausência de estimulação sexual — ele não produz ereção sozinho.

Outra razão comum é a ansiedade de desempenho, que atinge de 9% a 25% dos homens e é descrita na literatura de medicina sexual como causa ou mantenedora da maior parte das disfunções sexuais. Somam-se o álcool, o cansaço e a expectativa errada sobre o tempo de ação, já que a eficácia da dose de 20 mg é demonstrada a partir de 30 minutos e o pico de concentração ocorre por volta de 2 horas.

Falhas que se repetem apesar do uso correto são informação clínica relevante: podem indicar dose ou esquema inadequados, ou uma causa que o comprimido sozinho não resolve.

O que acontece se tomar tadalafila e não ter relações sexuais?

Quem toma tadalafila e não tem relação sexual não sofre nenhum efeito especial: sem estímulo sexual não há ereção, e o organismo apenas absorve, metaboliza e elimina o medicamento.

A bula é explícita nesse ponto — a tadalafila não tem efeito na ausência de estimulação sexual, e o homem não terá uma ereção apenas por tomar o comprimido.

Os efeitos colaterais possíveis, como dor de cabeça, rubor facial e nariz entupido, podem aparecer de qualquer forma, porque dependem da dilatação dos vasos e não da atividade sexual.

Pode dirigir tomando tadalafila?

A bula da tadalafila orienta o paciente a evitar levantar-se rapidamente e dirigir veículos ou operar máquinas, principalmente se tiver doença cardiovascular preexistente — a preocupação é a queda transitória de pressão, que pode causar tontura.

Na seção específica sobre capacidade de dirigir e operar máquinas, a mesma bula registra 'nenhum relato', ou seja, não há estudo que demonstre prejuízo direto na condução.

O cuidado maior é nas primeiras doses, em quem já sentiu tontura com o medicamento e em quem bebeu: a bula descreve tontura postural e queda de pressão ao levantar quando tadalafila e doses altas de álcool são usadas juntas.

Quem não pode consumir tadalafila?

Não pode tomar tadalafila quem usa qualquer forma de nitrato orgânico para o coração e quem tem alergia conhecida à tadalafila ou a algum componente do comprimido — são as duas contraindicações formais da bula.

A bula acrescenta que o medicamento não é indicado para mulheres, para recém-nascidos e crianças, nem para homens que não apresentam disfunção erétil ou sintomas de hiperplasia prostática benigna.

Há ainda grupos em que o uso é desaconselhado sem constar como contraindicação: homens com doença cardíaca para os quais a atividade sexual é desaconselhável e pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose, porque o comprimido contém lactose.

Mulher pode tomar tadalafila?

A bula de referência afirma que a tadalafila não é indicada para uso em mulheres — não existem estudos do medicamento em mulheres grávidas, e ele é classificado como categoria B de risco na gravidez.

As apresentações registradas no Brasil, de 5 mg e 20 mg, trazem apenas as indicações de disfunção erétil e de hiperplasia prostática benigna, ambas masculinas.

Não há inibidor da PDE5 aprovado para tratar disfunção sexual feminina: o uso em mulheres é off-label, e a revisão sistemática dos estudos nessa população mostra resultados inconsistentes.

Idoso pode tomar tadalafila?

Idosos podem tomar tadalafila sem ajuste de dose: a bula registra que homens de 65 anos ou mais têm exposição ao medicamento cerca de 25% maior que adultos de 19 a 45 anos, mas considera esse efeito da idade clinicamente não significativo.

A bula do paciente é direta ao afirmar que não há recomendações nem advertências especiais quanto ao uso por idosos.

Dois pontos merecem atenção nessa faixa: diarreia aparece como reação comum acima de 65 anos na apresentação de 20 mg, e a avaliação cardiovascular pesa mais, porque doença do coração é mais frequente com a idade.

Quem tem diabetes pode tomar tadalafila?

Quem tem diabetes pode tomar tadalafila e não precisa de ajuste de dose — a bula descreve exposição cerca de 19% menor nesses pacientes, diferença que não exige mudança.

A bula traz dados de eficácia específicos para esse grupo: em estudos com homens diabéticos com disfunção erétil, 68% dos tratados com 20 mg relataram melhora das ereções, e a dose diária também se mostrou eficaz.

O diabetes é uma das causas mais frequentes de disfunção erétil e aparece na bula como fator de risco para a neuropatia óptica — mais um motivo para o uso ser acompanhado pelo médico.

Quem tem pressão alta pode tomar tadalafila?

Quem tem pressão alta controlada pode tomar tadalafila: a bula testou as principais classes de anti-hipertensivos e não encontrou interação clinicamente significativa com nenhuma delas.

Hipertensão não controlada é outra situação — esses pacientes ficaram de fora dos estudos clínicos, e a bula registra que, em quem usa vários anti-hipertensivos com a pressão mal controlada, foram observadas reduções maiores da pressão arterial.

O ponto que não admite exceção é o nitrato: propatilnitrato, isossorbida, nitroglicerina e dinitrato de isossorbitol são contraindicação absoluta, e não devem ser confundidos com os remédios de pressão de uso comum.

Quem tem problema nos rins ou no fígado pode tomar tadalafila?

A bula pede cautela nos dois casos e traz uma restrição explícita: a tadalafila de 5 mg uma vez ao dia não é recomendada para pacientes com insuficiência renal grave.

Na insuficiência renal leve ou moderada, o esquema diário não exige ajuste de dose. Em pessoas com função renal reduzida, incluindo quem faz hemodiálise, a quantidade de medicamento no sangue é maior que em pessoas saudáveis.

No fígado, a exposição em casos leves a moderados é comparável à de pessoas saudáveis; na insuficiência hepática grave não existem dados disponíveis, e a bula orienta o médico a avaliar caso a caso a relação entre risco e benefício.

O que não se pode tomar junto com tadalafila?

Não se pode tomar tadalafila junto com nitratos — propatilnitrato, isossorbida, nitroglicerina e dinitrato de isossorbitol, usados para angina —, porque a combinação potencializa a queda da pressão arterial. É a única interação classificada como contraindicação na bula.

A bula também não recomenda a combinação com riociguate, um estimulador da guanilato ciclase, nem com outros inibidores da PDE5 ou outros tratamentos para disfunção erétil.

Exigem atenção sem serem proibições: o alfabloqueador doxazosina; cetoconazol, itraconazol, eritromicina e ritonavir, que aumentam a quantidade de tadalafila no sangue; e a rifampicina, que reduz a exposição em 88% e pode diminuir a eficácia.

Pode beber álcool tomando tadalafila?

Beber álcool tomando tadalafila não é proibido pela bula, mas doses altas de bebida aumentam o risco de tontura ao levantar e de queda de pressão.

A bula detalha os dois cenários: com dose alta de álcool, algumas pessoas apresentaram tontura postural e hipotensão ortostática; com dose baixa, não houve hipotensão e as tonturas ocorreram na mesma frequência que com álcool sozinho. Um não altera a concentração do outro no sangue.

A relação entre álcool e ereção, por sua vez, é menos direta do que costuma se afirmar: metanálises de estudos populacionais não mostram aumento consistente de disfunção erétil no consumo alto, e os experimentos com intoxicação aguda dão resultados divergentes. O que está documentado na bula, e é o que pesa na decisão, é a soma dos efeitos sobre a pressão arterial.

Pode tomar tadalafila com remédio para a próstata?

Tadalafila e alfabloqueadores para a próstata podem ser usados juntos com cautela, e a bula pede que o paciente já esteja estável na terapia com o alfabloqueador antes de iniciar a tadalafila.

A bula diferencia os dois mais usados: com tansulosina, os estudos não mostraram diminuição significativa da pressão; com doxazosina, houve aumento do efeito hipotensor, com sintomas associados à queda de pressão, incluindo desmaio.

A combinação é frequente na prática, porque muitos homens tratam próstata aumentada e disfunção erétil ao mesmo tempo — a bula não a proíbe, mas ela precisa ser montada e acompanhada pelo médico.

Pode tomar tadalafila com antibiótico ou antifúngico?

Alguns antibióticos e antifúngicos aumentam a quantidade de tadalafila no sangue, e a bula nomeia os principais: cetoconazol e itraconazol (antifúngicos), eritromicina (antibiótico) e ritonavir (antirretroviral).

Com cetoconazol 400 mg por dia, a exposição à tadalafila em dose única subiu 312%. Já a rifampicina, usada na tuberculose, faz o contrário: reduz a exposição em 88% e pode diminuir a eficácia do tratamento.

Nenhuma dessas combinações é proibida em bula, mas todas mudam a conta da dose — daí a orientação de informar ao médico todos os medicamentos em uso, receitados ou não.

Pode tomar dipirona ou paracetamol para a dor de cabeça da tadalafila?

A bula da tadalafila não descreve interação com analgésicos comuns como dipirona e paracetamol; o único analgésico testado nos estudos citados é o ácido acetilsalicílico, e a tadalafila não potencializou o aumento do tempo de sangramento causado por ele.

Como a dor de cabeça é o efeito colateral mais frequente e a bula a descreve como geralmente leve e transitória, o mais comum é que ela ceda ao longo do tratamento.

Dor de cabeça que exige analgésico a cada dose é motivo para rever dose e esquema com o médico, e não para transformar o analgésico em rotina.

Pode tomar tadalafila e sildenafila juntas?

Tomar tadalafila e sildenafila juntas não é recomendado pela bula: a segurança e a eficácia da combinação de tadalafila com outros inibidores da PDE5 ou com outros tratamentos para disfunção erétil não foram estudadas.

Como as duas baixam a pressão pelo mesmo mecanismo, somá-las aumenta o risco de hipotensão, tontura e desmaio, sem benefício demonstrado.

Há ainda um detalhe de tempo: a tadalafila permanece no organismo por cerca de 3 a 4 dias, então trocar de comprimido no dia seguinte não equivale a começar do zero.

Tadalafila precisa de receita?

A tadalafila precisa de receita médica: é medicamento de tarja vermelha e a própria bula traz a frase 'Venda sob prescrição'.

A receita exigida é a simples, que fica com o paciente. A bula não traz a expressão 'só pode ser vendido com retenção da receita', que é a exigida nos casos de retenção obrigatória, como os antimicrobianos e os medicamentos sob controle especial. Na prática, alguns estabelecimentos vendem sem pedir o documento — o que não elimina a exigência legal nem a razão clínica dela.

A triagem feita na consulta é exatamente a que a bula pede: descartar o uso de nitratos, avaliar o risco cardiovascular e investigar a causa da disfunção erétil.

Qual a melhor marca de tadalafila?

Não há uma marca melhor de tadalafila: para ser aprovado pela Anvisa, o genérico precisa comprovar equivalência farmacêutica e bioequivalência com o medicamento de referência, e é isso que garante que ele possa substituí-lo.

No Brasil, a referência é o Cialis, da Eli Lilly. Além do genérico, vendido com o nome da substância, há similares com marca própria, como Asap, Nesta, Tada e Zyad — todos nas concentrações de 5 mg e 20 mg.

O que pode variar entre eles é o preço, o tamanho e o formato do comprimido, os excipientes e a embalagem — não o princípio ativo nem a dose.

Qual é o preço da tadalafila?

O preço da tadalafila varia muito entre a referência e o genérico, e tem um teto legal: nenhuma farmácia pode vender acima do Preço Máximo ao Consumidor, definido pela CMED — a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, criada pela Lei 10.742/2003 e cujas listas são publicadas no portal da Anvisa.

O custo por comprimido também muda conforme a embalagem: as caixas de 5 mg com 30 comprimidos são feitas para uso diário, e as de 20 mg com 1, 2 ou 4 comprimidos, para uso pontual.

O BulaCerta não vende medicamentos e não divulga preços de farmácia.

O que pode substituir a tadalafila?

A substituição direta da tadalafila é o genérico ou um similar com o mesmo princípio ativo e a mesma dose. A troca por outro medicamento é decisão médica, e a alternativa mais comum é a sildenafila, da mesma classe, com janela de eficácia mais curta — até cerca de 12 horas, contra 36 horas da tadalafila, segundo a diretriz da Associação Europeia de Urologia.

A bula não recomenda combinar tadalafila com outros inibidores da PDE5 nem com outros tratamentos para disfunção erétil: substituir não é somar.

Quando o alvo do tratamento é a próstata aumentada, as alternativas pertencem a outras classes de medicamentos, e a escolha depende dos sintomas predominantes.

Referências

  1. Bula do profissional — Cialis Diário (tadalafila), comprimidos revestidos 5 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320898 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  2. Bula do profissional — Cialis (tadalafila), comprimidos revestidos 20 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320898 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  3. Bula do paciente — Cialis Diário (tadalafila), comprimidos revestidos 5 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320896 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  4. Bula do paciente — Cialis (tadalafila), comprimidos revestidos 20 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320896 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  5. European Association of Urology. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health — Management of Erectile Dysfunction. Arnhem: EAU Guidelines Office; edição de 2024 (Tabela 5.3 — parâmetros farmacocinéticos dos inibidores da PDE5).
  6. RDC Anvisa nº 71/2009 — faixa vermelha obrigatória nos medicamentos de venda sob prescrição médica
  7. RDC Anvisa nº 20/2011 — define a frase 'VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA', ausente na bula da tadalafila
  8. Lei 5.991/1973 — comércio de medicamentos e exigência de receita
  9. Harte CB, Meston CM. Recreational use of erectile dysfunction medications and its adverse effects on erectile function in young healthy men: the mediating role of confidence in erectile ability. J Sex Med. 2012;9(7):1852-9. PMID 22568639.
  10. Harte CB, Meston CM. Recreational use of erectile dysfunction medications in undergraduate men in the United States: characteristics and associated risk factors. Arch Sex Behav. 2011;40(3):597-606. PMID 20358273.
  11. Santtila P, Sandnabba NK, Jern P, Varjonen M, Witting K, von der Pahlen B. Recreational use of erectile dysfunction medication may decrease confidence in ability to gain and hold erections in young males. Int J Impot Res. 2007;19(6):591-6. PMID 17657209.
  12. Romano L, et al. Comparison of current international guidelines on premature ejaculation: 2024 update. Diagnostics. 2024;14(16):1819. PMC11353472.
  13. International Society for Sexual Medicine (ISSM). Guidelines for the diagnosis and treatment of premature ejaculation, 2014.
  14. American Urological Association; Sexual Medicine Society of North America. Disorders of ejaculation: AUA/SMSNA guideline, 2022.
  15. Lei 9.787/1999 — Lei dos Genéricos, art. 3º e definições de bioequivalência e equivalência terapêutica
  16. Anvisa — página oficial de Medicamentos Genéricos, seção sobre intercambialidade
  17. Nota Técnica nº 23/2018/GGMED/Anvisa — intercambialidade
  18. Lei 10.742/2003 — cria a CMED e define a regulação econômica do setor
  19. Anvisa/CMED — listas de preços de medicamentos (PF, PMC, PMVG) publicadas no portal da Anvisa
  20. Resolução CMED nº 4/2004 — critérios de composição de preços
  21. Anvisa. Alerta de Farmacovigilância — riscos do uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil (sildenafila, tadalafila, vardenafila, udenafila e lodenafila).
  22. Phosphodiesterase type 5 (PDE5) inhibitors. LiverTox: clinical and research information on drug-induced liver injury. Bethesda (MD): NIDDK; NBK548192.
  23. Systematic review and meta-analysis of phosphodiesterase type 5 inhibitors for the treatment of female sexual dysfunction. Int J Gynaecol Obstet. 2016;133(2):139-45. PMID 26797204.
  24. PDE5 inhibitors. StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; NBK549843, atualizado em 10/04/2023.
  25. Wang XM, Bai YJ, Yang YB, Li JH, Tang Y, Han P. Alcohol intake and risk of erectile dysfunction: a dose-response meta-analysis of observational studies. Int J Impot Res. 2018;30(6):342-51. PMID 30232467.
  26. Cheng JY, Ng EM, Chen RY, Ko JS. Alcohol consumption and erectile dysfunction: meta-analysis of population-based studies. Int J Impot Res. 2007;19(4):343-52. PMID 17538641.
  27. Morlet A, Watters GR, Dunn J, Keogh EJ, Creed KE, Tulloch AG, Lord DJ, Earle CM. Effects of acute alcohol on penile tumescence in normal young men and dogs. Urology. 1990;35(5):399-404. PMID 2336768.
  28. Pyke RE. Sexual performance anxiety. Sex Med Rev. 2020;8(2):183-90. PMID 31447414.

Revisão médica: Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 24 de agosto de 2026

Genéricos, similares e referências disponíveis no Brasil

Nome comercialLaboratórioTipo
CialisEli Lilly do Brasil Ltda.Referência
AsapPrati Donaduzzi & Cia Ltda.Similar
TadalafilaEMS S.A.Genérico
TadalafilaEurofarma Laboratórios S.A.Genérico
NestaAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Similar
TadaEurofarma Laboratórios S.A.Similar
TadalafilaGermed Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaPrati Donaduzzi & Cia Ltda.Genérico
ZyadAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Similar
TadalafilaMultilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.Genérico
TadalafilaAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Genérico
TadalafilaPharlab Indústria Farmacêutica S.A.Genérico
TadalafilaGeolab Indústria Farmacêutica S.A.Genérico
TadalafilaBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.Genérico
TadalafilaUnichem Farmacêutica do Brasil Ltda.Genérico
TadalafilaCimed Indústria S.A.Genérico
TadalafilaAccord Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaLegrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaSanofi Medley Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaSanofi Medley Farmacêutica Ltda.Genérico