Tadalafila

Princípio ativo: TadalafilaClasse: Inibidor da PDE5 (medicamento para disfunção erétil e para sintomas urinários da próstata aumentada)Outros nomes: Cialis · Cialis Diário · Asap · Nesta · Tada · Zyad · Ver lista completa de genéricos, similares e referências →Apresentações: Comprimido revestidoDosagens: 5 mg · 20 mg
Revisado por Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 21 de agosto de 2026
Medicamento sujeito a prescrição médica. As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde. Não se automedique.

Indicações

O que é Tadalafila

A tadalafila é um medicamento de uso oral para o tratamento da disfunção erétil (dificuldade de obter ou manter uma ereção suficiente para a relação sexual) e para os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna (aumento não canceroso da próstata, que pode estreitar o canal da urina e dificultar a micção). Pertence ao grupo dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), o mesmo mecanismo de outros medicamentos para disfunção erétil. Ela não produz ereção sozinha: sem estimulação sexual, não há efeito. No Brasil é vendida em duas apresentações com esquemas de uso diferentes — o comprimido de 20 mg, tomado sob demanda antes da relação, e o comprimido de 5 mg, tomado uma vez por dia em horário fixo.

Como funciona Tadalafila

Quando há estimulação sexual, o organismo libera óxido nítrico no pênis, o que faz aumentar uma substância chamada GMP cíclico (GMPc). O GMPc relaxa a musculatura lisa dos vasos e permite a entrada de sangue nos tecidos penianos, produzindo a ereção. A enzima PDE5 é a responsável por destruir esse GMPc; ao bloqueá-la, a tadalafila mantém níveis mais altos da substância e favorece a ereção — mas só na presença de estímulo sexual. A mesma enzima está presente na musculatura lisa da próstata, da bexiga e dos vasos que irrigam esses órgãos: o relaxamento dessa musculatura aumenta o suprimento de sangue na região e pode reduzir os sintomas urinários da hiperplasia prostática benigna.

Para que serve Tadalafila

As indicações de Tadalafila variam conforme a apresentação:

Comprimido revestido 20 mg (uso sob demanda)
  • Tratamento da disfunção erétil.
Comprimido revestido 5 mg (uso diário)
  • Tratamento da disfunção erétil.
  • Tratamento dos sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens adultos, incluindo aqueles que também têm disfunção erétil.

Quando começa a fazer efeito

No esquema sob demanda (comprimido de 20 mg), a bula descreve eficácia a partir de 30 minutos após a tomada. O medicamento é absorvido em um tempo médio de 2 horas, e a alimentação não altera a velocidade nem a quantidade absorvida. No esquema diário (comprimido de 5 mg), as concentrações no sangue se estabilizam dentro de 5 dias de uso contínuo.

No esquema sob demanda, a bula descreve efeito por até 36 horas após a dose — o paciente pode iniciar a atividade sexual em momentos variáveis dentro dessa janela. No esquema diário, a dose de 5 mg melhora a função erétil por um período superior a 24 horas entre as doses, o que dispensa programar a tomada em função da relação.

Contraindicações

  • Uso de qualquer forma de nitrato orgânico. A tadalafila aumenta o efeito de queda de pressão dos nitratos, e a associação é contraindicada.
  • Alergia (hipersensibilidade conhecida) à tadalafila ou a qualquer componente do comprimido.
  • A tadalafila não é indicada para homens que não apresentam disfunção erétil e/ou sinais e sintomas de hiperplasia prostática benigna.
  • A tadalafila não é indicada para uso em mulheres.
  • A tadalafila não é indicada para uso em recém-nascidos e crianças. Ela não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Antes de usar

Informe seu médico antes de começar

Antes de iniciar, informe ao seu médico:

  • Se você tem ou já teve problemas do coração, como angina (dor no peito), insuficiência cardíaca, batimentos cardíacos irregulares ou infarto.
  • Se você tem pressão baixa ou pressão alta não controlada.
  • Se você já teve derrame (acidente vascular cerebral).
  • Se você tem problemas de fígado.
  • Se você tem problemas nos rins ou faz diálise.
  • Se você tem úlceras no estômago ou problemas de sangramento.
  • Se você tem deformação anatômica do pênis, como angulação, fibrose cavernosa ou doença de Peyronie.
  • Se você tem alguma condição que predispõe ao priapismo (ereção com mais de quatro horas), como anemia falciforme, mieloma múltiplo ou leucemia.
  • Se você já teve perda de visão por neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico) — o risco de um novo episódio é maior.
  • Se você tem diabetes, pressão alta, colesterol alto, doença cardíaca ou é fumante, porque esses fatores aumentam o risco dessa doença ocular.
  • Se você usa alfabloqueadores, como a doxazosina, receitados para pressão alta ou para sintomas da próstata.
  • Se você tem intolerância à lactose ou síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
  • Todos os medicamentos que você usa, receitados ou não — principalmente os do coração, de pressão alta, para a próstata, antibióticos, medicamentos para o tratamento da AIDS, medicamentos para infecções por fungos e leveduras e medicamentos para doenças do estômago, como gastrite e úlcera.

Sinais de alerta: quando parar e procurar ajuda médica

Ereção com duração de 4 horas ou mais (priapismo)

Pacientes que apresentem ereções com duração de 4 horas ou mais devem procurar assistência médica imediata. Se o priapismo não for tratado imediatamente, pode resultar em lesão do tecido do pênis e perda permanente da potência.

Perda repentina da visão

Foram relatados raros casos de perda de visão em homens que usam medicamentos para disfunção erétil, incluindo a tadalafila. Trata-se da neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico), que pode causar perda permanente da visão. Em caso de alteração ou perda repentina da visão durante o tratamento, pare de tomar o medicamento e procure atendimento médico.

Diminuição ou perda repentina da audição

Casos de diminuição ou perda repentina da audição — que podem vir acompanhados de zumbido e tontura (vertigem) — foram relatados em associação temporal com o uso de inibidores da PDE5, incluindo a tadalafila. Quem apresentar esses sinais deve interromper o uso e procurar orientação especializada. A bula registra que não é possível determinar se os eventos têm relação direta com o medicamento ou com outros fatores.

Outras informações importantes

Riscos e monitoramento durante o tratamento

Queda transitória da pressão arterial

Como os demais inibidores da PDE5, a tadalafila dilata os vasos sanguíneos de todo o corpo e pode provocar uma diminuição transitória da pressão. Antes de prescrever, o médico deve avaliar cuidadosamente se um paciente com doença cardiovascular preexistente pode ser prejudicado por esse efeito.

Investigação da próstata antes do tratamento da HPB

Pacientes com suspeita de hiperplasia prostática benigna devem ser examinados para descartar a presença de carcinoma (câncer) prostático antes de iniciar o tratamento.

Avaliação da causa da disfunção erétil

A avaliação da disfunção erétil deve incluir a determinação de suas causas possíveis e a identificação do tratamento apropriado, depois de avaliação médica adequada. A disfunção erétil pode ser sinal de outra doença.

Cuidados no dia a dia

Condução de veículos: Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente se você tiver uma doença cardiovascular preexistente. Na seção específica sobre o tema, a mesma bula registra que não há relatos de efeito da tadalafila sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Álcool: a tadalafila não alterou as concentrações de álcool no sangue e o álcool não alterou as concentrações de tadalafila. Com doses altas de álcool (0,7 g/kg), a adição de tadalafila não reduziu de forma significativa a pressão arterial média, mas alguns indivíduos apresentaram tontura ao mudar de posição e hipotensão ortostática (queda da pressão ao levantar-se). Com doses baixas de álcool (0,6 g/kg), não houve hipotensão e as tonturas ocorreram com a mesma frequência que com o álcool sozinho.

Composição e alérgenos

O comprimido contém lactose, em quantidade abaixo de 0,25 g por comprimido. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

O comprimido contém os corantes óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio.

Posologia

A tadalafila é usada em dois esquemas diferentes, e a escolha entre eles é do médico. No esquema sob demanda, o comprimido de 20 mg é tomado antes da relação sexual, no máximo uma vez ao dia. No esquema diário, o comprimido de 5 mg é tomado uma vez por dia, sempre aproximadamente no mesmo horário, independentemente de haver ou não relação sexual. Em ambos os casos a duração do tratamento é definida pelo médico.

Por apresentação

Comprimido revestido 20 mg — uso sob demanda, antes da relação sexual

Dose padrão: 20 mg, tomados antes da relação sexual, com ou sem alimento.

Dose máxima: 20 mg — é a dose máxima recomendada.

Frequência: No máximo uma vez ao dia.

Idade mínima: Uso adulto. A tadalafila não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Instruções específicas: A bula descreve eficácia a partir de 30 minutos após a administração, por até 36 horas. Dentro dessa janela, o paciente pode iniciar a atividade sexual em momentos variáveis em relação à tomada, de maneira a determinar o próprio intervalo de melhor resposta. A duração do tratamento fica a critério médico.

Comprimido revestido 5 mg — uso diário, em horário fixo

Dose padrão: 5 mg, uma vez ao dia, aproximadamente no mesmo horário — a mesma dose vale para o tratamento da disfunção erétil e para os sinais e sintomas da hiperplasia prostática benigna.

Dose máxima: A bula orienta não administrar mais do que a quantidade total recomendada pelo médico para períodos de 24 horas.

Frequência: Uma vez ao dia.

Idade mínima: Uso adulto. A tadalafila não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Instruções específicas: Homens com insuficiência renal leve ou moderada não precisam de ajuste de dose. Em pacientes com insuficiência renal grave, o uso uma vez ao dia não é recomendado. A duração do tratamento fica a critério médico.

Como usar — por apresentação

Comprimido revestido 20 mg (uso sob demanda)

Comprimido revestido de 20 mg, de cor amarela e formato de amêndoa, para uso oral em adultos.

Como aplicar

Tome o comprimido por via oral, com um pouco de líquido. Pode ser tomado com ou sem alimento: a alimentação não altera a velocidade nem a quantidade absorvida.

Se o comprimido pode ser partido varia conforme a apresentação e o fabricante: confira na bula do medicamento em uso. As bulas variam — algumas descrevem o comprimido como sulcado e partível ao meio; outras determinam que ele seja engolido inteiro, sem partir, abrir nem mastigar. O sulco sozinho não autoriza a divisão: há comprimidos sulcados cuja bula orienta não parti-los, porque partir pode alterar a forma como o medicamento é liberado no organismo.

E se eu esquecer uma dose?

Neste esquema não há dose esquecida no sentido habitual: o comprimido de 20 mg é de uso sob demanda, tomado antes da relação sexual, e não em horários fixos. A dose máxima recomendada é de 20 mg, uma vez ao dia. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, do médico ou do cirurgião-dentista.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Comprimido revestido 5 mg (uso diário)

Comprimido revestido de 5 mg, de cor amarela e formato de amêndoa, para uso oral em adultos.

Como aplicar

Tome o comprimido por via oral, com um pouco de líquido, aproximadamente no mesmo horário todos os dias. Pode ser tomado com ou sem alimento: a alimentação não altera a velocidade nem a quantidade absorvida.

Se o comprimido pode ser partido varia conforme a apresentação e o fabricante: confira na bula do medicamento em uso. As bulas variam — algumas descrevem o comprimido como sulcado e partível ao meio; outras determinam que ele seja engolido inteiro, sem partir, abrir nem mastigar. O sulco sozinho não autoriza a divisão: há comprimidos sulcados cuja bula orienta não parti-los, porque partir pode alterar a forma como o medicamento é liberado no organismo.

E se eu esquecer uma dose?

Não tome mais do que a quantidade total recomendada pelo médico para períodos de 24 horas. Caso se esqueça de tomar uma dose, tome-a assim que lembrar. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, do médico ou do cirurgião-dentista.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Efeitos adversos

Reações indesejáveis podem ocorrer com o uso de Tadalafila. Os efeitos descritos variam conforme a apresentação:

Comprimido revestido 20 mg (uso sob demanda)

Muito comuns (mais de 10% dos pacientes)

dor de cabeça (cefaleia).

Comuns (entre 1% e 10% dos pacientes)

Cardiovascular: rubor facial (vermelhidão no rosto); Respiratório: congestão nasal (nariz entupido); Gastrointestinal: dispepsia (indisposição gástrica), náusea (vontade de vomitar), diarreia em pacientes idosos (65 anos ou mais); Neurológico: tontura; Musculoesquelético: dor nas costas (dor lombar), mialgia (dor muscular); Geral/Sistêmico: fadiga (cansaço).

Incomuns (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

hiperemia conjuntival (vermelhidão nos olhos); sensações descritas como dor nos olhos; inchaço das pálpebras; dispneia (falta de ar); vômitos; edema periférico (inchaço nas mãos, pés e pernas).

Muito raras (menos de 0,01% dos pacientes)

Imunológico/Alérgico: reações de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea (vermelhidão da pele), urticária (erupção da pele com coceira), inchaço facial, síndrome de Stevens-Johnson (vermelhidão inflamatória grave da pele, de formato bolhoso) e dermatite esfoliativa (vermelhidão inflamatória da pele com descamação generalizada); Dermatológico: hiperidrose (suor abundante); Cardiovascular: eventos cardiovasculares graves, incluindo infarto do miocárdio, morte súbita cardíaca, acidente vascular cerebral (derrame), dor no peito, palpitações e taquicardia (batimento cardíaco acelerado); hipotensão (diminuição da pressão), mais comumente relatada em quem já toma medicamentos para pressão alta; hipertensão (aumento da pressão) e síncope (desmaio); Respiratório: epistaxe (sangramento pelo nariz); Gastrointestinal: dor abdominal e refluxo gastroesofágico; Neurológico: enxaqueca; Urogenital/Sexual: priapismo (ereção dolorosa com mais de 4 horas de duração) e ereção prolongada; Oftálmico: visão borrada, neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico), que pode resultar em diminuição da visão, oclusão (obstrução) da veia da retina e diminuição do campo visual; Auditivo: diminuição ou perda repentina da audição.

Efeitos identificados no acompanhamento após a comercialização. A bula registra que a maioria dos pacientes que relataram eventos cardiovasculares graves tinha fatores de risco cardiovascular preexistentes e que não é possível determinar se esses eventos se relacionam diretamente ao medicamento, à atividade sexual, aos fatores de risco ou à combinação deles.

Comprimido revestido 5 mg (uso diário)

Comuns no tratamento da disfunção erétil (entre 1% e 10% dos pacientes)

dor nas costas (dor lombar); dispepsia (indigestão); rubor facial (vermelhidão no rosto); mialgia (dor muscular); congestão nasal (nariz entupido).

Incomuns no tratamento da disfunção erétil (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

dispneia (falta de ar).

Comuns no tratamento da hiperplasia prostática benigna (entre 1% e 10% dos pacientes)

cefaleia (dor de cabeça); dispepsia (indigestão); mialgia (dor muscular); dor nas extremidades; refluxo gastroesofágico.

Incomuns no tratamento da hiperplasia prostática benigna (entre 0,1% e 1% dos pacientes)

dispneia (falta de ar).

Muito raras (menos de 0,01% dos pacientes)

Imunológico/Alérgico: reações de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea (vermelhidão da pele), urticária (coceira), inchaço facial, síndrome de Stevens-Johnson (doença com grave descamação generalizada da pele) e dermatite esfoliativa (vermelhidão inflamatória da pele com descamação generalizada); Dermatológico: hiperidrose (suor abundante); Cardiovascular: eventos cardiovasculares graves, incluindo infarto do miocárdio, morte súbita cardíaca, acidente vascular cerebral (derrame), dor no peito, palpitações e taquicardia (batimento cardíaco acelerado); hipotensão (diminuição da pressão), mais comumente relatada em quem já toma medicamentos para pressão alta; hipertensão (aumento da pressão) e síncope (desmaio); Respiratório: epistaxe (sangramento pelo nariz); Gastrointestinal: dor abdominal e refluxo gastroesofágico; Neurológico: enxaqueca; Urogenital/Sexual: priapismo (ereção dolorosa com mais de 4 horas de duração) e ereção prolongada; Oftálmico: visão borrada, neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (interrupção do fluxo de sangue para o nervo óptico), que pode resultar em diminuição da visão, oclusão (obstrução) da veia da retina e diminuição do campo visual; Auditivo: diminuição ou perda repentina da audição.

Efeitos identificados no acompanhamento após a comercialização. A bula registra que a maioria dos pacientes que relataram eventos cardiovasculares graves tinha fatores de risco cardiovascular preexistentes e que não é possível determinar se esses eventos se relacionam diretamente ao medicamento, à atividade sexual, aos fatores de risco ou à combinação deles.

Esta lista não é exaustiva. Informe ao seu médico qualquer sintoma novo ou incomum durante o tratamento.

O que fazer em caso de superdose

A bula não descreve um quadro específico de superdose. Doses únicas de até 500 mg de tadalafila foram administradas a indivíduos saudáveis e doses diárias repetidas de até 100 mg foram administradas a pacientes: os eventos adversos observados foram semelhantes aos que ocorrem com as doses habituais.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Em casos de superdose, medidas de suporte padrão devem ser adotadas conforme necessário. A hemodiálise contribui de modo não significativo para a eliminação da tadalafila.

0800 722 6001Disque-Intoxicação da Anvisa

Interações medicamentosas

Informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.

MedicamentoEfeitoCondutaSeveridade
Nitratos (propatilnitrato, mononitrato e dinitrato de isossorbida, nitroglicerina)A tadalafila aumenta o efeito de queda da pressão arterial dos nitratos, por ação combinada dos dois na via do óxido nítrico. O uso conjunto é contraindicado. Quando a administração de nitrato for extremamente necessária em quem tomou tadalafila, a bula orienta considerar um intervalo de pelo menos 48 horas após a última dose, com o nitrato administrado sob estreita supervisão médica e monitoramento adequado.Associação não recomendadaCONTRAINDICADA
Riociguate e outros estimuladores da guanilato ciclaseA combinação pode causar hipotensão sintomática (queda da pressão com sintomas).A associação não é recomendada.MAIOR
Outros inibidores da PDE5 e demais tratamentos para disfunção erétilA segurança e a eficácia dessas combinações não foram estudadas.O uso de tais combinações não é recomendado.MAIOR
DoxazosinaA administração simultânea aumentou o efeito de queda da pressão da doxazosina, com maior número de pessoas apresentando redução clinicamente significativa da pressão em pé; houve sintomas associados, incluindo síncope (desmaio). Doses menores de doxazosina não foram testadas.Usar com cautela. O paciente deve estar estável com a terapia com alfabloqueador antes de iniciar o tratamento com tadalafila.MODERADA
Medicamentos para pressão alta em geralA tadalafila dilata os vasos e pode aumentar o efeito de queda da pressão desses medicamentos. Em pacientes que tomam vários anti-hipertensivos com a pressão mal controlada, foram observadas reduções maiores da pressão, em geral sem sintomas. A bula registra que a tadalafila não tem interação clinicamente significativa com nenhuma dessas classes.O médico deve orientar adequadamente o paciente que usa anti-hipertensivos e tadalafila.MODERADA
Cetoconazol, itraconazol, eritromicina, ritonavir e saquinavirAumentam a quantidade de tadalafila no organismo, o que pode aumentar seus efeitos.Informe ao médico o uso desses medicamentos antes de iniciar a tadalafila.MODERADA
RifampicinaReduz a quantidade de tadalafila no organismo e pode diminuir sua eficácia; a magnitude dessa redução de eficácia é desconhecida. O mesmo é esperado de outros indutores da mesma enzima.Informe ao médico o uso desse medicamento.MODERADA
Antiácidos com hidróxido de magnésio e hidróxido de alumínioReduzem a velocidade aparente de absorção da tadalafila, sem alterar a quantidade total absorvida.Não há conduta específica descrita na bula.MENOR
TansulosinaEm dois estudos de farmacologia clínica não foi observada diminuição significativa da pressão arterial quando a tadalafila foi administrada a pessoas que tomavam tansulosina.Mesmo assim, ao associar tadalafila a qualquer alfabloqueador, o paciente deve estar estável com essa terapia antes de iniciar o tratamento.INFORMATIVA
NizatidinaO aumento do pH do estômago causado pela nizatidina não teve efeito significativo sobre a tadalafila.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA
VarfarinaA tadalafila não teve efeito clinicamente significativo sobre a varfarina nem sobre as alterações do tempo de protrombina (exame que mede a coagulação) provocadas por ela.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA
Ácido acetilsalicílicoA tadalafila não potencializou o aumento do tempo de sangramento causado pelo ácido acetilsalicílico.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA
TeofilinaA tadalafila não teve efeito clinicamente significativo sobre a teofilina.Não há conduta específica descrita na bula.INFORMATIVA

Uso em grupos especiais

Gravidez (categoria B)

A bula classifica a tadalafila na categoria B de risco na gravidez. Nestas apresentações, ela não é indicada para uso em mulheres. Não houve evidência de má-formação, toxicidade para o embrião ou para o feto em ratos e camundongos que receberam até 1.000 mg/kg por dia. Não há estudos de tadalafila em mulheres grávidas.

Crianças e adolescentes

O medicamento não é indicado para uso em recém-nascidos e crianças. A tadalafila não foi avaliada em pessoas com menos de 18 anos.

Idosos

Homens idosos saudáveis (65 anos ou mais) eliminam a tadalafila mais lentamente, o que resulta em uma exposição ao medicamento cerca de 25% maior do que em homens de 19 a 45 anos. A bula considera que esse efeito da idade não é clinicamente significativo e não exige ajuste de dose. A bula do paciente registra que não há recomendações nem advertências especiais quanto ao uso por idosos.

Homens com doença cardiovascular

A atividade sexual tem risco cardíaco potencial para quem já tem doença cardiovascular. Por isso, tratamentos para disfunção erétil, incluindo a tadalafila, não devem ser usados por homens com doença do coração para os quais a atividade sexual seja desaconselhável. Não foram incluídos nos estudos clínicos: pacientes com infarto do miocárdio nos últimos 90 dias; com angina instável ou angina ocorrida durante relação sexual; com insuficiência cardíaca classe 2 ou maior da New York Heart Association nos últimos 6 meses; com arritmias não controladas, pressão baixa (menor que 90/50 mmHg) ou pressão alta não controlada; e com acidente vascular cerebral nos últimos 6 meses. Quem apresentar sintomas durante a atividade sexual deve interromper a atividade e relatar o episódio ao médico.

Insuficiência hepática

Em pessoas com insuficiência hepática leve a moderada (Child-Pugh classes A e B), a exposição à tadalafila é comparável à de pessoas saudáveis. Não existem dados em pacientes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh classe C), e nesses casos o medicamento deve ser usado com cautela. O uso diário não foi extensivamente avaliado em pacientes com insuficiência hepática: se for prescrito, o médico deve avaliar cuidadosamente a relação entre risco e benefício em cada caso.

Insuficiência renal

Em pessoas com insuficiência renal, incluindo as que fazem hemodiálise, a exposição à tadalafila é maior do que em pessoas saudáveis. No esquema sob demanda, a bula registra que a exposição dobrou em pacientes com redução da função renal e que a dor lombar foi relatada como evento adverso limitante na dose de 10 mg em parte desses pacientes. No esquema diário, não é necessário ajuste de dose na insuficiência renal leve ou moderada, mas o uso uma vez ao dia não é recomendado na insuficiência renal grave — por causa do aumento da exposição, da experiência clínica limitada e da pouca influência da diálise sobre a eliminação do medicamento.

Homens com diabetes

A exposição à tadalafila em pacientes com diabetes foi cerca de 19% menor do que em pessoas saudáveis; essa diferença não exige ajuste de dose. A bula descreve que a tadalafila mostrou-se eficaz no tratamento da disfunção erétil em pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Fertilidade e produção de espermatozoides

A bula registra que não houve efeitos clinicamente relevantes nas características do esperma. Em três estudos com uso diário de 10 mg e 20 mg, não houve efeito adverso sobre a forma ou a movimentação dos espermatozoides. Em dois deles houve redução da concentração média de espermatozoides em relação ao placebo — efeito não observado em um terceiro estudo e, em um dos casos, associado a uma frequência de ejaculação mais alta. Não houve efeito adverso sobre os hormônios reprodutivos (testosterona, hormônio luteinizante e hormônio folículo-estimulante).

Referências

  1. Bula do profissional — Cialis Diário (tadalafila), comprimidos revestidos 5 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320898 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  2. Bula do profissional — Cialis (tadalafila), comprimidos revestidos 20 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320898 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  3. Bula do paciente — Cialis Diário (tadalafila), comprimidos revestidos 5 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320896 v3.0, aprovada em 24/10/2025.
  4. Bula do paciente — Cialis (tadalafila), comprimidos revestidos 20 mg. Eli Lilly do Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.1260.0074. Versão VV-REG-320896 v3.0, aprovada em 24/10/2025.

Revisão médica: Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 21 de agosto de 2026

Genéricos, similares e referências disponíveis no Brasil

Nome comercialLaboratórioTipo
CialisEli Lilly do Brasil Ltda.Referência
AsapPrati Donaduzzi & Cia Ltda.Similar
TadalafilaEMS S.A.Genérico
TadalafilaEurofarma Laboratórios S.A.Genérico
NestaAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Similar
TadaEurofarma Laboratórios S.A.Similar
TadalafilaGermed Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaPrati Donaduzzi & Cia Ltda.Genérico
ZyadAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Similar
TadalafilaMultilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.Genérico
TadalafilaAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Genérico
TadalafilaPharlab Indústria Farmacêutica S.A.Genérico
TadalafilaGeolab Indústria Farmacêutica S.A.Genérico
TadalafilaBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.Genérico
TadalafilaUnichem Farmacêutica do Brasil Ltda.Genérico
TadalafilaCimed Indústria S.A.Genérico
TadalafilaAccord Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaLegrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaSanofi Medley Farmacêutica Ltda.Genérico
TadalafilaSanofi Medley Farmacêutica Ltda.Genérico