Indicações
O que é Nistatina
A nistatina é um antibiótico antifúngico do grupo dos poliênicos, obtido a partir do Streptomyces noursei. É usada por via oral para tratar candidíase ("sapinho") da boca e do trato digestivo (esôfago, intestino) e por via intravaginal para tratar candidíase vaginal. A nistatina tem absorção insignificante pelo trato gastrintestinal e não é absorvida pela pele nem pelas mucosas íntegras — ou seja, a ação acontece no contato direto com a mucosa onde o medicamento é aplicado (boca, intestino ou vagina).
Como funciona Nistatina
A nistatina liga-se aos esteroides presentes na membrana celular dos fungos sensíveis, alterando a permeabilidade da membrana. Isso faz com que o conteúdo do interior da célula extravase, destruindo o fungo. A nistatina tem ação fungistática e fungicida em laboratório — ou seja, tanto impede o crescimento dos fungos sensíveis quanto os destrói, incluindo várias espécies de Candida. Não tem atividade contra bactérias, protozoários ou vírus. Nas subculturas em laboratório, Candida albicans não desenvolve resistência à nistatina, e a resistência também não costuma surgir durante o tratamento clínico.
Quando começa a fazer efeito
As bulas da nistatina não especificam um tempo de início de efeito. Como o medicamento tem absorção insignificante pelo trato gastrintestinal e não é absorvido pela pele nem pelas mucosas íntegras, a ação não depende da passagem pela circulação: começa no próprio contato com a mucosa onde o medicamento é aplicado — na boca, no trato digestivo (suspensão oral) ou na mucosa vaginal (creme).
As bulas da nistatina não especificam uma duração de efeito. Como a ação é local e não depende de concentração sistêmica, o tratamento depende de aplicações repetidas que mantenham o contato com a mucosa — quatro tomadas diárias para a suspensão oral, uma aplicação diária por 14 dias consecutivos para o creme vaginal. As bulas orientam manter o tratamento por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas, para evitar reinfecção.
Contraindicações
- Alergia (hipersensibilidade) conhecida à nistatina ou a qualquer um dos componentes da fórmula da apresentação utilizada.
Posologia
Suspensão oral: A nistatina é administrada por via oral em quatro tomadas ao dia, na forma de suspensão. A dose varia conforme a idade e o peso: 1 mL (100.000 UI) quatro vezes ao dia em prematuros e crianças de baixo peso; 1 a 2 mL (100.000 a 200.000 UI) quatro vezes ao dia em lactentes; e 1 a 6 mL (100.000 a 600.000 UI) quatro vezes ao dia em crianças e adultos. O medicamento deve ser bochechado e mantido o maior tempo possível na boca antes de ser engolido. Em lactentes e crianças menores, colocar metade da dose em cada lado da boca. As doses devem ser mantidas no mínimo por 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Creme vaginal: Por via intravaginal, em adultas, o creme vaginal 25.000 UI/g é aplicado uma vez ao dia (1 aplicador cheio, equivalente a 100.000 UI) durante 14 dias consecutivos, podendo chegar a 2 aplicadores cheios em casos mais graves. As aplicações não devem ser interrompidas durante a menstruação.
Por indicação
Dose inicial: 1 mL (100.000 UI) por via oral, quatro vezes ao dia
Dose máxima: 1 mL (100.000 UI) por tomada, quatro vezes ao dia
Duração: Não definida pelas bulas. Manter o tratamento por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas. Reavaliar se os sinais piorarem ou persistirem após o 14º dia.
Dose inicial: 1 a 2 mL (100.000 a 200.000 UI) por via oral, quatro vezes ao dia
Dose máxima: 2 mL (200.000 UI) por tomada, quatro vezes ao dia
Duração: Não definida pelas bulas. Manter o tratamento por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas. Reavaliar se os sinais piorarem ou persistirem após o 14º dia.
Observações: Em lactentes e crianças menores, colocar metade da dose em cada lado da boca.
Dose inicial: 1 a 6 mL (100.000 a 600.000 UI) por via oral, quatro vezes ao dia
Dose máxima: 6 mL (600.000 UI) por tomada, quatro vezes ao dia
Duração: Não definida pelas bulas. Manter o tratamento por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas. Reavaliar se os sinais piorarem ou persistirem após o 14º dia.
Observações: Bochechar e manter o maior tempo possível na boca antes de engolir, para maximizar o contato com a mucosa.
Dose inicial: 1 aplicador cheio (100.000 UI) por via intravaginal, uma vez ao dia
Dose máxima: 2 aplicadores cheios por dia em casos mais graves, conforme avaliação médica
Duração: 14 dias consecutivos
Observações: Não interromper as aplicações durante o período menstrual. Em reinfecções e em suspeita de foco de candidíase no trato digestivo, o médico pode recomendar uso associado da nistatina oral.
Por apresentação
Dose padrão: 1 a 6 mL (100.000 a 600.000 UI) quatro vezes ao dia em crianças e adultos; 1 a 2 mL em lactentes; 1 mL em prematuros e crianças de baixo peso
Frequência: Quatro vezes ao dia
Idade mínima: Sem idade mínima — uso adulto e pediátrico, incluindo prematuros, recém-nascidos e lactentes
Instruções específicas: Agitar bem antes de usar. Realizar higiene bucal antes da aplicação, incluindo limpeza de próteses dentárias. Bochechar e manter o medicamento por vários minutos na boca antes de engolir, para que o contato com a mucosa seja prolongado. Em lactentes e crianças menores, colocar metade da dose em cada lado da boca. Manter por no mínimo 48 horas após o desaparecimento dos sintomas. A embalagem pode incluir copo-medida ou conta-gotas graduado conforme a versão.
Dose padrão: 1 aplicador cheio por via intravaginal, uma vez ao dia (equivalente a 100.000 UI por aplicação)
Dose máxima: Até 2 aplicadores cheios por dia em casos graves
Frequência: Uma vez ao dia, por 14 dias consecutivos
Idade mínima: Uso adulto
Instruções específicas: Não usar para tratamento oral, tópico (na pele) ou em infecções oftálmicas. Lavar bem as mãos antes e após cada aplicação. Coloque a bisnaga com a tampa virada para cima e dê leves batidas em superfície plana para que o produto desça. Remova a tampa e perfure o lacre da bisnaga utilizando o lado externo da tampa. Adapte um aplicador ao bico da bisnaga, puxe o êmbolo até o final e aperte delicadamente a base da bisnaga até o creme preencher o aplicador (sem extravasar). Desencaixe o aplicador e tampe a bisnaga. Para aplicar, deite-se de costas, introduza o aplicador suavemente na vagina e empurre o êmbolo até o fim, depositando todo o creme. Usar um aplicador novo a cada aplicação e descartar após o uso. Não interromper as aplicações durante a menstruação. Durante a gestação, evitar pressão excessiva do aplicador contra o colo do útero.
Interações medicamentosas
Informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.
| Medicamento | Efeito | Conduta | Severidade |
|---|---|---|---|
| Outros medicamentos em geral | Não são conhecidas interações da nistatina com outros medicamentos ou substâncias, segundo as bulas das duas apresentações. Isso é coerente com o perfil farmacocinético: a nistatina tem absorção insignificante pelo trato gastrintestinal e não é absorvida pelas mucosas íntegras, agindo apenas localmente. | Mesmo sem interações farmacológicas conhecidas, informe ao médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico todos os medicamentos em uso. | MENOR |
Uso em grupos especiais
Gravidez
Categoria C de risco na gravidez nas duas apresentações. Não foram conduzidos estudos de reprodução em animais com as preparações orais nem com o creme vaginal de nistatina. Também não foi estabelecido se essas preparações podem causar efeitos nocivos ao feto ou afetar a reprodução. A nistatina só deve ser usada na gravidez quando o médico avaliar que os benefícios para a mãe justificam o potencial risco para o feto. No uso do creme vaginal durante a gestação, deve-se evitar pressão excessiva do aplicador contra o colo do útero. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação
Não foi comprovado se a nistatina é excretada no leite humano. As bulas recomendam cautela em lactantes nas duas apresentações — o uso durante a amamentação depende da avaliação e do acompanhamento do médico ou cirurgião-dentista. No caso da suspensão oral, as bulas observam que a absorção gastrintestinal da nistatina é insignificante.
Crianças, lactentes e prematuros
A suspensão oral pode ser usada em todas as idades pediátricas, incluindo prematuros, crianças de baixo peso, recém-nascidos e lactentes. Estudos clínicos demonstram eficácia da dose padrão (1 mL quatro vezes ao dia em prematuros e crianças de baixo peso; 1 a 2 mL em lactentes; até 6 mL em crianças maiores). A nistatina é descrita como geralmente bem tolerada nessas faixas etárias, mesmo em terapia prolongada. Em lactentes e crianças menores, colocar metade da dose em cada lado da boca. O creme vaginal é de uso adulto.
Pacientes idosos
Não há recomendações especiais de dose para pacientes idosos em nenhuma das duas apresentações.
Pacientes imunocomprometidos
A candidíase oral e do trato digestivo é mais frequente em pessoas com queda de resistência orgânica — pacientes em uso prolongado de antibióticos, em radioterapia, em uso de imunossupressores ou pessoas vivendo com HIV/AIDS. Esofagite por Candida é frequentemente uma complicação da terapia antibiótica ou com corticoides. A nistatina oral é indicada para o tratamento dessas situações.
Perguntas frequentes
O que é nistatina e para que serve?
A nistatina é um antifúngico do grupo dos poliênicos, usado para tratar infecções causadas por fungos do tipo Candida — principalmente a Candida albicans, responsável pelo "sapinho" e pela candidíase vaginal. A suspensão oral é indicada para candidíase da boca e do trato digestivo (esôfago e intestino), inclusive em recém-nascidos, lactentes e adultos com queda de imunidade. O creme vaginal trata a candidíase da mucosa vaginal (monilíase). A nistatina age apenas no local de aplicação, porque não é absorvida pelo intestino nem pelas mucosas íntegras — por isso não serve para tratar infecções fúngicas mais profundas (sistêmicas).
A nistatina é um antibiótico?
A nistatina é um antibiótico antifúngico — ou seja, um antibiótico produzido por uma bactéria (o Streptomyces noursei) que age contra fungos, não contra outras bactérias. Tecnicamente, todo antifúngico de origem natural se enquadra na categoria ampla de "antibiótico", mas no uso popular o termo costuma se referir a remédios contra bactérias (como amoxicilina e azitromicina), e nesse sentido a nistatina não é antibiótico. Ela não tem qualquer ação contra bactérias, protozoários ou vírus — funciona exclusivamente contra fungos do tipo levedura.
Quais os fungos que a nistatina combate?
A nistatina combate principalmente fungos do tipo levedura, com destaque para o gênero Candida — Candida albicans (a mais comum, causadora do sapinho e da candidíase vaginal), C. parapsilosis, C. tropicalis, C. guilliermondi, C. pseudotropicalis e C. krusei. Também tem ação contra Torulopsis glabrata e alguns dermatófitos em estudos laboratoriais, como Trichophyton rubrum e T. mentagrophytes. A nistatina não age contra bactérias, vírus ou protozoários. A Candida albicans, mesmo em culturas repetidas com doses crescentes, não desenvolve resistência à nistatina — uma vantagem importante do medicamento.
Pode usar nistatina nas partes íntimas?
Pode usar nistatina nas partes íntimas, desde que seja o creme vaginal 25.000 UI/g, aplicado por via intravaginal com o aplicador descartável que vem na embalagem. Essa é exatamente a indicação aprovada do creme: tratar a candidíase vaginal (monilíase). A suspensão oral não deve ser usada na região genital — é formulada para a boca e o trato digestivo. Importante: o creme vaginal pode danificar preservativos e diafragmas de látex, então durante o tratamento esses métodos podem deixar de proteger contra gravidez e infecções sexualmente transmissíveis. Converse com seu ginecologista sobre alternativas de contracepção no período.
Nistatina serve para coceira nas partes íntimas?
A nistatina serve para coceira nas partes íntimas quando o sintoma é causado por candidíase vaginal — fungo do tipo Candida. Nesse caso, o creme vaginal trata a infecção e a coceira tende a melhorar nos primeiros dias. Mas a coceira genital tem várias outras causas: alergia a produtos íntimos, irritação por roupas, vaginose bacteriana, infecções sexualmente transmissíveis, ressecamento, dermatites. Se a coceira não vier acompanhada de corrimento branco esbranquiçado e sinais típicos de candidíase, ou se não melhorar com o tratamento, não é caso de nistatina — procure um ginecologista para o diagnóstico correto antes de continuar.
Como usar nistatina para acabar com candidíase?
Para candidíase vaginal, aplica-se um aplicador cheio do creme 25.000 UI/g por via intravaginal, uma vez ao dia, por 14 dias consecutivos — sem interromper durante a menstruação. Para candidíase oral ou no trato digestivo, a suspensão oral 100.000 UI/mL é usada quatro vezes ao dia (1 a 6 mL por tomada em adultos e crianças, 1 a 2 mL em lactentes, 1 mL em prematuros e crianças de baixo peso), bochechando e mantendo na boca o maior tempo possível antes de engolir. Em qualquer apresentação, manter o tratamento por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas é essencial para evitar reinfecção. Se em 14 dias não houver melhora, procure o médico para reavaliação.
Pode usar nistatina 2x ao dia?
A nistatina suspensão oral não deve ser usada apenas 2 vezes ao dia — a bula aprovada pela ANVISA prescreve quatro tomadas diárias em todas as faixas etárias (prematuros, lactentes, crianças e adultos). Reduzir por conta própria para duas aplicações não está previsto na bula e pode comprometer o tratamento, porque a ação do medicamento é local e depende de contato frequente com a mucosa. Já o creme vaginal é aplicado normalmente uma vez ao dia (um aplicador cheio); em casos mais graves, a bula prevê quantidades maiores — dois aplicadores cheios — dependendo da duração do tratamento e da resposta clínica, sempre conforme orientação médica. Siga o esquema prescrito; não altere as doses por conta própria.
Quantos dias a nistatina começa a fazer efeito?
A nistatina começa a agir desde a primeira aplicação, porque o mecanismo é local — o medicamento se liga à parede do fungo no contato direto com a mucosa. A melhora clínica dos sintomas (coceira, ardência, lesões esbranquiçadas) costuma ser percebida nos primeiros dias de tratamento. Em um estudo citado na bula com 29 crianças tratadas para candidíase oral com a suspensão de nistatina, 22 foram curadas em uma semana e 28 das 29 em duas semanas. Mesmo com a melhora inicial, é fundamental completar o tratamento conforme prescrito, mantendo as doses por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Quanto tempo demora para curar a candidíase usando nistatina?
A candidíase costuma ser curada com nistatina em 7 a 14 dias, dependendo do tipo de infecção e da resposta individual. O creme vaginal tem esquema padrão de 14 dias consecutivos. Na candidíase oral, um estudo citado na bula mostrou cura em uma semana em 22 de 29 crianças tratadas, e em 28 das 29 ao final de duas semanas. As bulas orientam manter o tratamento por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas para evitar recidiva. Se após 14 dias os sinais persistirem ou piorarem, é hora de reavaliação médica — pode haver outro patógeno envolvido ou necessidade de associar nistatina oral ao tratamento vaginal.
Como saber se a nistatina fez efeito?
A nistatina fez efeito quando os sintomas da candidíase desaparecem: na candidíase vaginal, a coceira, a ardência e o corrimento esbranquiçado característico ("nata de leite") tendem a regredir nos primeiros dias e desaparecer ao longo do tratamento. Na candidíase oral, as placas brancas na língua, gengivas e bochechas começam a diminuir, e a sensação de queimação melhora. Mesmo com a melhora aparente, é importante completar o tratamento prescrito — interromper cedo favorece a volta da infecção. Se em 14 dias os sintomas não tiverem melhorado significativamente, procure o médico.
É normal arder depois de passar nistatina?
É relativamente comum sentir ardência leve depois de passar nistatina creme vaginal, especialmente nos primeiros dias. A bula descreve "irritação e sensibilidade, incluindo sensação de queimação e coceira" como possíveis reações locais ao tratamento. Além disso, o creme contém propilenoglicol, que pode causar reações alérgicas cutâneas em pessoas sensíveis a esse excipiente. Quando a ardência é leve e diminui ao longo do tratamento, geralmente não há motivo para suspender. Mas se a ardência for intensa, persistente ou vier com vermelhidão importante e inchaço, pode ser reação alérgica ao medicamento — nesse caso, suspenda o uso e procure o médico. Sinais de reação alérgica grave em qualquer tratamento — bolhas, descamação, inchaço de face ou lábios — exigem atendimento de urgência.
O que acontece depois de usar nistatina?
Depois de usar nistatina, o esperado é a melhora progressiva da candidíase: redução da coceira, da ardência e das lesões características. A nistatina não causa efeitos sistêmicos relevantes porque, segundo a bula, não é absorvida pelo trato gastrintestinal nem pelas mucosas íntegras — ela age localmente. É normal sentir leve irritação local com o creme vaginal nos primeiros dias. Com a suspensão oral, doses grandes podem provocar diarreia, distúrbios gastrintestinais, enjoo e vômitos. Reações alérgicas (hipersensibilidade, urticária, angioedema com edema facial) são raras, mas exigem suspensão imediata do medicamento e atendimento médico. Pessoas asmáticas devem estar atentas: a suspensão oral contém metabissulfito de sódio, um sulfito que pode desencadear reações alérgicas graves, incluindo episódios asmáticos, em pessoas sensíveis a esse excipiente.
Onde não pode passar nistatina?
A nistatina creme vaginal não pode passar na pele (uso tópico externo), na boca nem nos olhos — é formulada exclusivamente para uso intravaginal. A suspensão oral, por sua vez, é para uso na boca e trato digestivo, não para aplicação na pele ou nas regiões íntimas. Nenhuma apresentação de nistatina é indicada para tratar micoses sistêmicas (que atingem órgãos internos), porque o medicamento age apenas no contato local com a mucosa. Para candidíase da pele e dobras (axila, virilha, embaixo dos seios, dermatite de fralda em bebês), existe nistatina associada ao óxido de zinco em formulação específica — produto diferente do creme vaginal.
Pode usar nistatina em bebê?
Pode usar nistatina em bebê — a suspensão oral é uma das principais escolhas para tratar o "sapinho" (candidíase oral) em recém-nascidos e lactentes, com eficácia e segurança documentadas em estudos clínicos. A dose recomendada na bula é de 1 mL (100.000 UI) quatro vezes ao dia em prematuros e crianças de baixo peso, e 1 a 2 mL (100.000 a 200.000 UI) quatro vezes ao dia em lactentes. Nessas faixas etárias, recomenda-se dividir a dose e aplicar metade em cada lado da boca para garantir contato com a mucosa. Para assaduras de bebê com infecção fúngica, existe a apresentação de nistatina com óxido de zinco — sempre com indicação do pediatra.
Nistatina na gestação pode?
A nistatina na gestação pode ser usada, mas apenas com prescrição médica. As duas apresentações são classificadas como categoria C de risco na gravidez pela ANVISA — não há estudos de reprodução em animais conduzidos com nistatina, e não foi estabelecido se as preparações podem causar dano fetal. Na prática clínica, como a nistatina não é absorvida pelo trato digestivo nem pelas mucosas íntegras (informação da própria bula), a exposição sistêmica ao feto tende a ser mínima — fator que costuma ser considerado pelo obstetra ao avaliar a prescrição. A bula determina que o medicamento só deve ser prescrito quando os benefícios para a mãe justificarem o risco potencial para o feto. No creme vaginal, deve-se evitar pressão excessiva do aplicador contra o colo do útero. Nunca use sem orientação do obstetra.
Estou grávida e com candidíase. Qual pomada usar?
Estou grávida e com candidíase: a nistatina creme vaginal é uma das opções mais usadas na gestação, justamente porque praticamente não é absorvida pela mucosa, oferecendo exposição sistêmica mínima ao bebê. O uso só deve acontecer com prescrição do obstetra, que avaliará benefício e risco — a nistatina é categoria C de risco na gravidez. Outras opções comuns são os antifúngicos azólicos tópicos (como clotrimazol e miconazol em creme vaginal), também avaliados caso a caso. O fluconazol oral, em geral, é evitado especialmente no primeiro trimestre. Na aplicação do creme, evite pressão excessiva do aplicador contra o colo uterino.
Nistatina clareia a virilha?
A nistatina não clareia a virilha — esse uso não tem respaldo na bula nem em estudos clínicos. A nistatina é um antifúngico, e seu efeito se restringe a destruir fungos sensíveis no local de aplicação. O que pode acontecer é uma melhora da hiperpigmentação causada por candidíase crônica ou dermatite na região: quando a inflamação e a infecção fúngica são tratadas, a pele tende a recuperar a tonalidade natural ao longo do tempo. Mas isso não é um efeito clareador do medicamento — é a regressão de uma alteração causada pela própria inflamação. Para clareamento estético da virilha, procure um dermatologista; usar nistatina por conta própria com essa finalidade não funciona.
Melhor pomada para candidíase?
Não existe uma única "melhor pomada para candidíase" — a escolha depende da região afetada e do quadro clínico. Para candidíase vaginal, nistatina creme e azólicos tópicos (clotrimazol, miconazol, isoconazol) têm eficácia comparável e são as opções mais usadas. Para candidíase oral, a nistatina suspensão é referência, especialmente em bebês. Para candidíase de pele (dobras, dermatite de fralda), miconazol ou cetoconazol creme são opções comuns, e a nistatina associada ao óxido de zinco é frequente em assaduras infantis. O fluconazol oral é alternativa para casos recorrentes ou mais graves. A escolha final cabe ao médico, considerando local da infecção, idade, gravidez e histórico.
O que corta o efeito da nistatina?
Praticamente nada corta o efeito da nistatina por interação medicamentosa: a bula afirma que não são conhecidas interações da nistatina com outros medicamentos, porque a ação é local e a absorção pelo organismo é insignificante. O que pode reduzir a eficácia é o uso incorreto — interromper o tratamento antes do prazo, esquecer doses, não bochechar a suspensão oral por tempo suficiente antes de engolir, ou aplicar o creme vaginal de forma inadequada. Pelo mesmo raciocínio — a ação depende do contato com a mucosa —, evitar comer ou beber logo após a suspensão oral ajuda a manter o medicamento em contato pelo maior tempo possível, embora a bula não traga essa recomendação de forma explícita. Não há restrição comprovada quanto a álcool ou alimentos específicos. Seguir corretamente a prescrição é o que mais importa para o tratamento funcionar.
Nistatina precisa de receita?
A nistatina precisa de receita médica simples — é medicamento de tarja vermelha, com venda sob prescrição em todas as apresentações (suspensão oral e creme vaginal). Apesar de não fazer parte da lista de antimicrobianos com retenção de receita controlada pela ANVISA (porque tem ação local e mínima absorção), a venda exige apresentação da receita na farmácia. A exigência da prescrição existe porque o diagnóstico de candidíase precisa ser confirmado clinicamente — sintomas como coceira e corrimento podem ter outras causas (vaginose bacteriana, infecções sexualmente transmissíveis, alergias), que não respondem à nistatina e exigem tratamento diferente.
Referências
- Bula do paciente — Canditrat (nistatina), suspensão oral 100.000 UI/mL. Laboratório Teuto Brasileiro S/A. Registro ANVISA nº 1.0370.0078. Versão aprovada em 10/12/2024.
- Bula do profissional — Canditrat (nistatina), suspensão oral 100.000 UI/mL. Laboratório Teuto Brasileiro S/A. Registro ANVISA nº 1.0370.0078. Versão aprovada em 10/12/2024.
- Bula do paciente — Canditrat (nistatina), creme vaginal 25.000 UI/g. Laboratório Teuto Brasileiro S/A. Registro ANVISA nº 1.0370.0078. Versão aprovada em 10/12/2024.
- Bula do profissional — Canditrat (nistatina), creme vaginal 25.000 UI/g. Laboratório Teuto Brasileiro S/A. Registro ANVISA nº 1.0370.0078. Versão aprovada em 10/12/2024.
Revisão médica: Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 14 de maio de 2026
Genéricos, similares e referências disponíveis no Brasil
| Nome comercial | Laboratório | Tipo |
|---|---|---|
| Nistatina | Germed Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Micostalab | Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda. | Similar |
| Nistatina | Prati Donaduzzi & Cia Ltda. | Genérico |
| Albistin | Cazi Química Farmacêutica Indústria e Comércio Ltda. | Similar |
| Nistatina | Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. | Genérico |
| Nistatina | Geolab Indústria Farmacêutica S.A. | Genérico |
| Neo Mistatin | Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. | Similar |
| Nistatina | EMS S.A. | Genérico |
| Nistatina | Laboratório Teuto Brasileiro S.A. | Genérico |
| Micostalab | Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda. | Similar |
| Nistatina | Greenpharma Química e Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Nistatina | Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Nistatina | Prati Donaduzzi & Cia Ltda. | Genérico |
| Nistatina | Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Canditrat | Laboratório Teuto Brasileiro S.A. | Similar |
| Nistatina | Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. | Genérico |
| Nistamax | Natulab Laboratório S.A. | Similar |
| Nistrazin | Geolab Indústria Farmacêutica S.A. | Similar |
| Nistatina | Laboratório Teuto Brasileiro S.A. | Genérico |