Indicações
O que é Cetoprofeno
O cetoprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) do grupo dos derivados do ácido propiônico, com propriedades anti-inflamatória, analgésica (alívio da dor) e antitérmica (redução da febre). É indicado no tratamento de inflamações e dores de origens variadas — reumáticas, ortopédicas, musculoesqueléticas, odontológicas, ginecológicas, urológicas e otorrinolaringológicas — além de enxaqueca, em formulação específica.
Como funciona Cetoprofeno
O cetoprofeno inibe a síntese de prostaglandinas (substâncias envolvidas na inflamação, dor e febre) e a agregação plaquetária (processo de agrupamento das plaquetas no sangue). Seu mecanismo de ação completo ainda não está totalmente esclarecido.
Para que serve Cetoprofeno
Seguem as indicações de Cetoprofeno:
- Processos reumáticos: artrite reumatoide, espondilite anquilosante, gota, condrocalcinose, reumatismo psoriático, síndrome de Reiter, pseudo-artrite, lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia, periarterite nodosa, osteoartrite, periartrite escápulo-umeral, bursites, capsulite adesiva, sinovites, tenossinovites, tendinites, epicondilites
- Lesões ortopédicas: contusões e esmagamentos, fraturas, entorses, luxações
- Dores diversas: nevralgia cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, dor ciática, pós-operatórios
- Enxaqueca com ou sem aura (apenas formulação de liberação prolongada 150 mg)
- Processos otorrinolaringológicos: sinusites, otites, faringites, laringites, amigdalites (apenas formulação de liberação prolongada 150 mg e solução oral em gotas)
- Processos ginecológicos: anexites, parametrites, endometrites, dismenorreia (cólica menstrual) (apenas formulação de liberação prolongada 150 mg e solução oral em gotas)
- Processos urológicos: cólica nefrética, prostatites, orquiepididimites (apenas formulação de liberação prolongada 150 mg) e infecção urinária (apenas solução oral em gotas)
- Processos odontológicos: periodontites, pulpites, abscessos, extrações dentárias (apenas formulação de liberação prolongada 150 mg e solução oral em gotas)
Quando começa a fazer efeito
Varia conforme a formulação. Na cápsula de liberação imediata (50 mg) e na solução oral em gotas (20 mg/mL), as concentrações plasmáticas máximas são atingidas em 60 a 90 minutos. No comprimido de liberação prolongada (150 mg), as concentrações máximas ocorrem em 15 a 30 minutos, com platô mantido entre 45 e 90 minutos. No comprimido de liberação retardada (100 mg e 200 mg), o revestimento gastrorresistente retarda a absorção, e o platô de concentrações ocorre entre a 5ª e a 12ª hora após a administração. Alimentos podem retardar a velocidade de absorção, mas não reduzem a quantidade total absorvida.
Meia-vida de eliminação de aproximadamente 2 horas nas formulações convencionais; 3 a 4 horas no comprimido de liberação prolongada e na formulação Retard 200 mg. Não há acúmulo do medicamento com doses repetidas.
Contraindicações
- Alergia (hipersensibilidade ou intolerância) ao cetoprofeno, ao ácido acetilsalicílico (AAS) ou a outros anti-inflamatórios não esteroides, incluindo histórico de crises asmáticas ou reações alérgicas a essas substâncias
- Úlcera péptica ou hemorrágica ativa ou histórico de úlcera no estômago ou intestino
- Histórico de sangramento ou perfuração no estômago ou intestino relacionado ao uso de anti-inflamatórios
- Insuficiência severa do coração, do fígado e/ou dos rins
- Terceiro trimestre da gravidez
- Suspeita de dengue (pelo risco aumentado de sangramentos)
- Uso pediátrico: formulações sólidas (comprimidos e cápsulas) são contraindicadas em crianças; solução oral em gotas é contraindicada em menores de 1 ano
- Amamentação (contraindicado no aleitamento e na doação de leite humano)
- Síndrome de má-absorção de glicose-galactose, para as formulações que contêm lactose
- Insuficiência de sacarose-isomaltase (específico da formulação de liberação retardada 100 mg, que contém sacarose)
Antes de usar
Informe seu médico antes de começar
Antes de iniciar, informe ao seu médico:
- Se você já apresentou qualquer reação alérgica suspeita a anti-inflamatórios no passado (mesmo leve, como coceira, manchas na pele ou falta de ar).
- Se você tem asma (ainda que sem crises prévias associadas a anti-inflamatórios).
- Se você tem hipertensão, insuficiência cardíaca, doença cardíaca isquêmica, doença arterial periférica ou já teve acidente vascular cerebral.
- Se você tem problemas leves a moderados nos rins, no fígado ou diabetes.
- Se você tem doença de Crohn ou colite ulcerativa — essas condições podem piorar.
- Se você tem lúpus eritematoso sistêmico (LES) — é necessária extrema cautela.
- Se você está grávida (1º ou 2º trimestre), planeja engravidar ou está amamentando.
- Se você usa anticoagulantes (como varfarina), corticosteroides, antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), lítio, metotrexato, colchicina ou diuréticos.
Sinais de alerta: quando parar e procurar ajuda médica
O uso de anti-inflamatórios não esteroides, especialmente em doses altas e por tempo prolongado, pode estar associado a risco aumentado de eventos trombóticos arteriais, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Há também risco aumentado de fibrilação atrial (um tipo de arritmia cardíaca). Deve-se ter cautela em pacientes com hipertensão não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca isquêmica, doença arterial periférica, doença cerebrovascular ou fatores de risco (hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo). Um risco aumentado foi relatado em pacientes tratados com AINEs para dor após cirurgia de revascularização do miocárdio.
Sangramento, úlcera e perfuração no estômago e intestino, que podem ser fatais, foram relatados com todos os AINEs em qualquer período do tratamento, com ou sem sintomas prévios. O risco aumenta com doses maiores, tratamento prolongado, idade avançada e uso concomitante de corticosteroides orais, anticoagulantes (como varfarina), inibidores seletivos da recaptação de serotonina, agentes antiplaquetários (como AAS) ou nicorandil. Se apresentar sangue nas fezes, dor, inchaço ou desconforto abdominal, procure atendimento médico imediatamente.
Reações graves na pele, algumas fatais, foram relatadas muito raramente com AINEs, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. O risco é maior no início do tratamento, com a maioria dos casos ocorrendo no primeiro mês. Interromper o medicamento e procurar atendimento médico imediato diante de qualquer erupção com bolhas, descamação, febre ou comprometimento de mucosas.
A síndrome DRESS foi relatada com o uso de cetoprofeno, em alguns casos fatal ou com risco à vida. Tipicamente apresenta-se com febre, erupções cutâneas, linfadenopatia (aumento dos linfonodos) e/ou inchaço da face. Outras manifestações podem incluir hepatite, nefrite, anormalidades hematológicas, miocardite ou miosite. A eosinofilia (aumento de um tipo de glóbulo branco) está frequentemente presente. Os sintomas iniciais (febre, linfadenopatia) podem aparecer antes das lesões na pele. Se esses sinais surgirem, interromper o cetoprofeno imediatamente e procurar avaliação médica.
Foram relatados casos de erupção fixa à droga (lesão cutânea que reaparece no mesmo local a cada exposição ao medicamento) com cetoprofeno. O cetoprofeno não deve ser reintroduzido em pacientes com histórico de EFD relacionada a este medicamento.
O tratamento com cetoprofeno por mais de 7 dias aumenta o risco de ocorrência de graves efeitos nos rins, cardiovasculares e gastrintestinais. Não tome o medicamento por período maior do que o recomendado na bula ou pelo médico.
Foram relatados casos de reações anafiláticas (reação alérgica grave e imediata), incluindo choque, raramente fatais. O cetoprofeno pode desencadear crises asmáticas, angioedema (inchaço) ou broncoespasmo (contração dos brônquios com chiado no peito), especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico ou a outros AINEs.
O cetoprofeno pode ocultar sinais e sintomas de infecção, como febre e dor, atrasando o diagnóstico e tratamento adequados. Isso foi observado especialmente em pneumonia bacteriana adquirida na comunidade e em complicações bacterianas da varicela (catapora). Se os sintomas de uma infecção persistirem ou piorarem durante o uso, consultar o médico imediatamente.
O cetoprofeno pode reduzir o fluxo sanguíneo renal por inibição das prostaglandinas, levando à descompensação renal, nefrite túbulo-intersticial, síndrome nefrótica ou insuficiência renal aguda. Pode ocorrer hipercalemia (nível alto de potássio no sangue), especialmente em pacientes com diabetes de base, insuficiência renal ou em uso concomitante de medicamentos que elevam o potássio. Os níveis de potássio devem ser monitorados nessas circunstâncias.
Embora os AINEs possam ser necessários para alívio das complicações reumáticas do lúpus eritematoso sistêmico, recomenda-se extrema cautela na utilização, uma vez que pacientes com LES podem apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central e/ou nos rins.
O cetoprofeno é contraindicado em caso de suspeita de dengue, pois pode aumentar o risco de sangramentos.
Outras informações importantes
Riscos e monitoramento durante o tratamento
Em pacientes com testes de função hepática anormais ou histórico de doença no fígado, as enzimas hepáticas (transaminases) devem ser analisadas periodicamente, principalmente em tratamentos de longo prazo. Raros casos de icterícia e hepatite foram relatados com o uso de cetoprofeno.
Retenção de líquidos e edema (inchaço) foram relatados após administração de AINEs. Deve-se ter cautela no uso em pacientes com histórico de hipertensão arterial ou insuficiência cardíaca congestiva leve a moderada.
Pacientes com histórico de doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn) podem ter essas condições exacerbadas com o uso de cetoprofeno. Informar o médico antes de iniciar o tratamento.
Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno deve ser descontinuado.
Cuidados no dia a dia
Condução de veículos: Pode ocorrer sonolência, tontura ou convulsão durante o tratamento com cetoprofeno. Caso esses sintomas ocorram, não dirija veículos nem opere máquinas.
O cetoprofeno pode interferir em exames laboratoriais de albumina urinária, sais biliares, 17-cetosteroides e 17-hidroxicorticosteroides que se baseiam em precipitação ácida ou em reação colorimétrica dos grupos carbonil. Informe o laboratório sobre o uso do medicamento ao realizar esses exames.
Evite o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento — o álcool aumenta o risco de sangramento no estômago e de dano no fígado.
Composição e alérgenos
A cápsula gelatinosa 50 mg contém lactose e os corantes vermelho de azorrubina, azul brilhante, amarelo de quinolina, amarelo crepúsculo e dióxido de titânio, que podem causar reações alérgicas.
O comprimido de liberação prolongada 150 mg contém 257 mg de lactose por comprimido. Não usar em pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
O comprimido de liberação retardada 100 mg contém 142 mg de lactose e 42 mg de sacarose por comprimido, além dos corantes dióxido de titânio, amarelo de quinolina laca de alumínio e amarelo crepúsculo laca de alumínio. Deve ser usado com cautela por portadores de diabetes.
O comprimido de liberação retardada 200 mg contém o corante dióxido de titânio, que pode causar reações alérgicas.
Posologia
Use a menor dose eficaz pelo menor tempo necessário para controlar os sintomas. Não tome por período maior do que o recomendado.
Por indicação
Dose inicial: 75 mg (½ comprimido) logo após o início da crise
Dose máxima: 300 mg/dia (2 comprimidos/dia)
Observações: Mesmo que não haja alívio após a primeira dose, não tomar segunda dose durante a mesma crise. Se os sintomas reaparecerem ou ocorrer nova crise no mesmo dia, pode-se tomar segunda dose (75 mg ou 150 mg) com intervalo mínimo de 12 horas. Melhora significativa geralmente é percebida 2 horas após a administração.
Por apresentação
Dose padrão: 100 mg (2 cápsulas) 2 vezes ao dia, ou 50 mg (1 cápsula) 3 vezes ao dia
Dose máxima: 300 mg/dia
Frequência: 2 a 3 vezes ao dia
Idade mínima: Uso adulto
Instruções específicas: Engolir inteira, sem mastigar, com aproximadamente meio a um copo de água, de preferência durante ou logo após as refeições. Não partir, abrir ou mastigar.
Dose padrão: Tratamento de ataque: 300 mg/dia (2 comprimidos), divididos em 2 administrações, pelo menor tempo possível. Manutenção: 150 mg/dia (1 comprimido) em dose única.
Dose máxima: 300 mg/dia
Frequência: 1 a 2 vezes ao dia
Idade mínima: Uso adulto
Instruções específicas: Engolir inteiro com 1 copo de água, durante as refeições. Não mastigar. Para o tratamento da enxaqueca, pode ser partido ao meio (½ comprimido = 75 mg).
Dose padrão: 200 mg/dia (2 comprimidos), divididos em 2 doses. Em casos severos, pode-se aumentar até 300 mg/dia.
Dose máxima: 300 mg/dia
Frequência: 2 vezes ao dia
Idade mínima: Uso adulto
Instruções específicas: Engolir inteiro, sem mastigar, com aproximadamente meio a um copo de água, de preferência durante ou logo após as refeições. Não partir, abrir ou mastigar.
Dose padrão: 200 mg (1 comprimido) pela manhã ou à noite, conforme o horário dos sintomas
Dose máxima: 200 mg/dia
Frequência: 1 vez ao dia (dose única diária)
Idade mínima: Uso adulto
Instruções específicas: Engolir inteiro, sem mastigar, com aproximadamente meio a um copo de água, de preferência durante ou logo após as refeições. Não ingerir mais de 1 comprimido por dia. O revestimento gastrorresistente evita o contato do medicamento com a mucosa do estômago, melhorando a tolerabilidade.
Dose padrão: Adultos: 50 gotas (50 mg) a cada 6 ou 8 horas. Crianças acima de 1 ano: 1 gota por kg de peso corporal a cada 6 ou 8 horas. Crianças de 7 a 11 anos: 25 gotas a cada 6 ou 8 horas.
Dose máxima: Adultos: 300 mg/dia (300 gotas)
Frequência: A cada 6 ou 8 horas
Idade mínima: Uso adulto e pediátrico acima de 1 ano
Instruções específicas: Cada mL equivale a 20 gotas; cada gota equivale a 1 mg de cetoprofeno. As gotas devem ser sempre diluídas em quantidade suficiente de água filtrada antes de tomar por via oral. Nunca administrar diretamente na boca. Contraindicado em menores de 1 ano.
Como tomar — comprimido
Os comprimidos de liberação retardada (100 mg e 200 mg) e as cápsulas (50 mg) não devem ser partidos, abertos ou mastigados. O comprimido de liberação prolongada (150 mg) não deve ser mastigado, mas pode ser partido ao meio para o tratamento da enxaqueca (½ comprimido = 75 mg), conforme orientação médica.
Como tomar — solução oral
Passo 1: coloque o frasco na posição vertical com a tampa para cima e gire até romper o lacre. Passo 2: vire o frasco com o conta-gotas para baixo e bata levemente com o dedo no fundo do frasco (1 mL = 20 gotas; 1 gota = 1 mg de cetoprofeno). Passo 3: dissolva sempre as gotas em um pouco de água filtrada antes de tomar. Nunca administre diretamente na boca.
E se eu esquecer uma dose?
Caso esqueça de tomar uma dose, tome-a assim que lembrar. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando o intervalo da posologia. Nunca tome duas doses ao mesmo tempo.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico.
Efeitos adversos
Reações indesejáveis podem ocorrer com o uso de Cetoprofeno. A seguir, os eventos adversos organizados por frequência:
Comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes)
Incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes)
Raros (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes)
Frequência desconhecida (não pode ser estimada com os dados disponíveis)
Em estudos clínicos realizados com bebês e crianças usando a solução oral em gotas, foram relatadas reações de hipersensibilidade, diarreia e vômitos.
Esta lista não é exaustiva. Informe ao seu médico qualquer sintoma novo ou incomum durante o tratamento.
Interações medicamentosas
Informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.
| Medicamento | Efeito | Conduta | Severidade |
|---|---|---|---|
| Outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo inibidores seletivos da ciclo-oxigenase 2 (COX-2), e altas doses de salicilatos | Aumento do risco de ulceração e sangramento no estômago e intestino. | Associação não recomendada. | MAIOR |
| Álcool | Aumento do risco de efeitos adversos gastrointestinais, incluindo úlcera e hemorragia, e do risco de toxicidade no fígado. | Associação não recomendada — evitar bebidas alcoólicas durante o tratamento. | MAIOR |
| Anticoagulantes (heparina, antagonistas da vitamina K como varfarina, inibidores da agregação plaquetária como ticlopidina e clopidogrel, inibidores da trombina como dabigatrana, inibidores diretos do fator Xa como apixabana, rivaroxabana, edoxabana) | Aumento do risco de sangramento. | Associação não recomendada. Se o uso concomitante não puder ser evitado, é necessário monitoramento clínico cuidadoso pelo médico. | MAIOR |
| Lítio | Aumento dos níveis de lítio no sangue pela diminuição da sua excreção pelos rins, podendo atingir níveis tóxicos. | Associação não recomendada. Caso o uso concomitante seja necessário, monitorar os níveis plasmáticos de lítio e ajustar a dose durante e após o tratamento. | MAIOR |
| Metotrexato em doses superiores a 15 mg/semana | Aumento do risco de toxicidade no sangue (hematológica) do metotrexato, especialmente em altas doses. | Associação não recomendada. | MAIOR |
| Colchicina | Aumento do risco de ulceração ou hemorragia no estômago e intestino, e de sangramento em outros locais. | Associação não recomendada. | MAIOR |
| Outros medicamentos fotossensibilizantes | Efeitos fotossensibilizantes adicionais (maior sensibilidade da pele ao sol). | Associação não recomendada. | MAIOR |
| Medicamentos que promovem hipercalemia (sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima conversora de angiotensina, antagonistas da angiotensina II, heparinas, ciclosporina, tacrolimo, trimetoprima) | Aumento do risco de hipercalemia (nível alto de potássio no sangue) quando administrados em conjunto. | Monitorar os níveis séricos de potássio. | MODERADA |
| Corticosteroides (como prednisona, prednisolona, dexametasona) | Aumento do risco de ulceração ou sangramento no estômago e intestino. | Requer precauções e monitoramento pelo médico. | MODERADA |
| Diuréticos (como furosemida, hidroclorotiazida, clortalidona) | Pacientes em uso de diuréticos, particularmente os desidratados, apresentam maior risco de insuficiência renal pela diminuição do fluxo sanguíneo nos rins. | Reidratar o paciente antes do início do uso concomitante e monitorar a função dos rins. | MODERADA |
| Inibidores da enzima conversora de angiotensina (como captopril, enalapril, lisinopril) e antagonistas da angiotensina II (como irbesartana, losartana, valsartana) | Em pacientes com função renal comprometida (desidratados, idosos), a coadministração pode piorar a função dos rins, incluindo insuficiência renal aguda. | Requer precauções, principalmente em idosos e pacientes desidratados. | MODERADA |
| Metotrexato em doses menores que 15 mg/semana | Possibilidade de alteração da função renal; potencial aumento da toxicidade do metotrexato. | Monitorar o hemograma completo semanalmente durante as primeiras semanas de tratamento concomitante. | MODERADA |
| Pentoxifilina | Aumento do risco de sangramento. | Monitoramento clínico e do tempo de sangramento com maior frequência. | MODERADA |
| Tenofovir (fumarato de tenofovir disoproxil) | Risco aumentado de insuficiência renal quando administrados em conjunto. | Requer precauções e monitoramento da função renal. | MODERADA |
| Nicorandil | Aumento do risco de complicações graves no estômago e intestino, como ulceração, perfuração e hemorragia. | Requer precauções. | MODERADA |
| Glicosídeos cardíacos (digoxina) | Os AINEs podem reduzir a função renal e a eliminação da digoxina, especialmente em pacientes com insuficiência renal. | Cautela, em particular em pacientes com insuficiência renal. | MODERADA |
| Ciclosporina | Aumento do risco de toxicidade nos rins (nefrotoxicidade). | Requer precauções e monitoramento da função renal. | MODERADA |
| Tacrolimo | Aumento do risco de toxicidade nos rins (nefrotoxicidade). | Requer precauções e monitoramento da função renal. | MODERADA |
| Agentes anti-hipertensivos (betabloqueadores, inibidores da ECA, diuréticos) | Risco de redução do efeito anti-hipertensivo pela inibição das prostaglandinas vasodilatadoras. | Associação a ser considerada; o médico pode ajustar o esquema anti-hipertensivo. | MODERADA |
| Trombolíticos | Aumento do risco de sangramento. | Associação a ser considerada. | MODERADA |
| Probenecida | Pode reduzir acentuadamente a eliminação do cetoprofeno pelo plasma, aumentando seus níveis no organismo. | Associação a ser considerada. | MODERADA |
| Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como fluoxetina, paroxetina e sertralina | Aumento do risco de sangramento no estômago e intestino. | Associação a ser considerada. | MODERADA |
Uso em grupos especiais
Gestação
Categoria D de risco na gravidez. O uso de cetoprofeno é contraindicado no terceiro trimestre. Nos primeiros e segundos trimestres, o uso deve ser evitado, a menos que seja claramente necessário, usando a menor dose e pela menor duração possível.
A inibição da síntese de prostaglandinas pela classe dos AINEs foi associada, em dados epidemiológicos, a aumento do risco de aborto espontâneo e de malformação cardíaca e gastrosquise (defeito congênito da parede abdominal) após uso no início da gravidez. O risco absoluto de malformação cardiovascular aumenta de menos de 1% para aproximadamente 1,5%, acreditando-se que cresça com a dose e a duração da terapia.
A partir da 13ª semana de gestação, o cetoprofeno pode causar morte fetal mesmo após uma única dose, pela sua toxicidade cardiopulmonar (constrição/fechamento prematuro do canal arterial e hipertensão pulmonar) e renal (disfunção renal fetal, oligoidrâmnio — diminuição do líquido amniótico — e, em alguns casos, insuficiência renal no recém-nascido, podendo exigir procedimentos como exsanguineotransfusão ou diálise).
No final da gravidez, o cetoprofeno pode aumentar o tempo de sangramento da mãe e do feto e inibir as contrações uterinas, resultando em trabalho de parto atrasado ou prolongado.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Amamentação
Não existem dados disponíveis sobre a excreção do cetoprofeno no leite humano. O uso não é recomendado durante a amamentação, sendo contraindicado durante o aleitamento e a doação de leite. O médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o tratamento ou para a alimentação do bebê.
Fertilidade
O uso de anti-inflamatórios não esteroides pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres que estão tentando engravidar. Em mulheres com dificuldade de engravidar ou sob investigação de infertilidade, deve ser considerada a descontinuação do tratamento com AINEs.
Uso em crianças
A segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas para as formulações em cápsulas e comprimidos (de liberação imediata, prolongada ou retardada), que são contraindicadas na faixa etária pediátrica. A solução oral em gotas (20 mg/mL) é aprovada para uso pediátrico acima de 1 ano, na dose de 1 gota por kg de peso corporal a cada 6 ou 8 horas. A segurança e eficácia em crianças abaixo de 1 ano não foram estabelecidas, sendo contraindicada nessa faixa. Em estudos clínicos pediátricos com a formulação em gotas, foram relatadas reações de hipersensibilidade, diarreia e vômitos.
Uso em idosos
É aconselhável reduzir a dose inicial e manter o tratamento na menor dose eficaz. Um ajuste posológico individual pode ser considerado somente após o desenvolvimento de boa tolerância. A frequência de reações adversas aos AINEs é maior em idosos, especialmente sangramento e perfuração gastrointestinais, que podem ser fatais. Em idosos, a absorção não é modificada, porém há aumento da meia-vida (para cerca de 3 horas) e diminuição da eliminação plasmática e renal.
Insuficiência renal
É aconselhável reduzir a dose inicial e manter a menor dose eficaz. No início do tratamento, a função dos rins deve ser cuidadosamente monitorada pelo médico, em pacientes com insuficiência cardíaca, cirrose, nefrose, em uso de diuréticos ou com insuficiência renal crônica, principalmente se idosos. A administração do cetoprofeno pode reduzir o fluxo sanguíneo nos rins e levar à descompensação renal. Em pacientes com insuficiência renal, há diminuição da eliminação plasmática e renal e aumento da meia-vida, proporcionais à gravidade da insuficiência. Contraindicado em pacientes com insuficiência renal severa.
Insuficiência hepática
Pacientes com insuficiência do fígado devem ser cuidadosamente monitorados, mantendo a menor dose eficaz diária. As enzimas hepáticas (transaminases) devem ser analisadas periodicamente, principalmente em tratamentos de longo prazo. Em pacientes com insuficiência hepática, não ocorrem alterações significativas da eliminação plasmática ou da meia-vida, porém a fração livre (não ligada às proteínas) fica aproximadamente duplicada. Contraindicado em pacientes com insuficiência hepática severa.
Perguntas frequentes
Cetoprofeno serve para dor de garganta?
Sim. O cetoprofeno possui propriedades anti-inflamatória e analgésica, e algumas formulações (comprimido de liberação prolongada 150 mg e solução oral em gotas) têm indicação aprovada para processos otorrinolaringológicos, incluindo faringites (inflamação da faringe) e amigdalites (inflamação da garganta). Deve ser usado conforme orientação médica.
Cetoprofeno dá sono?
Sonolência é um efeito adverso incomum do cetoprofeno (ocorre em 0,1% a 1% dos pacientes). Tontura e vertigem também podem ocorrer. Caso esses sintomas se manifestem, não dirija veículos nem opere máquinas.
Cetoprofeno serve para dor de cabeça?
Sim. O cetoprofeno possui ação analgésica e pode ser usado para dor de cabeça. A formulação de liberação prolongada 150 mg tem indicação específica para enxaqueca com ou sem aura, com protocolo posológico próprio. Para dores de cabeça comuns, consulte seu médico sobre a dose e formulação adequadas.
De quantas em quantas horas posso tomar cetoprofeno?
O intervalo entre doses depende da formulação. As cápsulas de 50 mg e a solução oral (gotas) são tomadas a cada 6 ou 8 horas. Os comprimidos de liberação retardada (100 mg) são tomados 2 vezes ao dia. O comprimido de liberação retardada 200 mg e o de liberação prolongada 150 mg (em dose de manutenção) são tomados 1 vez ao dia. A dose máxima diária é de 300 mg para adultos, independentemente da formulação. Siga a orientação do seu médico.
Cetoprofeno serve para dor de dente?
Sim. O cetoprofeno tem indicação aprovada para processos odontológicos, incluindo periodontites, pulpites, abscessos e dor após extrações dentárias. Essa indicação está disponível na formulação de liberação prolongada 150 mg e na solução oral (gotas). Consulte seu dentista ou médico.
Cetoprofeno é anti-inflamatório?
Sim. O cetoprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) da classe dos derivados do ácido propiônico. Além da ação anti-inflamatória, possui também propriedades analgésica (alívio da dor) e antitérmica (redução da febre).
Cetoprofeno serve para febre?
Sim. O cetoprofeno possui propriedade antitérmica (antipirética), ou seja, pode ajudar a reduzir a febre. No entanto, é importante investigar a causa da febre com um profissional de saúde, especialmente porque o cetoprofeno pode mascarar sinais de infecção. Contraindicado em suspeita de dengue.
Cetoprofeno é antibiótico?
Não. O cetoprofeno é um anti-inflamatório, e não um antibiótico. Ele não combate infecções causadas por bactérias. Anti-inflamatórios aliviam dor, inflamação e febre, enquanto antibióticos eliminam bactérias. Se você tem uma infecção, consulte seu médico para o tratamento adequado.
Cetoprofeno precisa de receita?
Sim. O cetoprofeno é um medicamento de venda sob prescrição médica (tarja vermelha). É necessário apresentar receita médica para adquiri-lo na farmácia.
Cetoprofeno serve para infecção urinária?
O cetoprofeno não trata infecção urinária — o tratamento de infecções requer antibióticos. Algumas formulações (liberação prolongada 150 mg e gotas) possuem indicação para processos urológicos como cólica nefrética e prostatites, que envolvem dor e inflamação, mas isso não substitui o tratamento da infecção em si. Consulte um médico.
Grávida pode tomar cetoprofeno?
O cetoprofeno requer extrema cautela na gravidez. É contraindicado no terceiro trimestre e deve ser evitado no primeiro e segundo trimestres, a menos que seja claramente necessário. A partir da 13ª semana pode causar danos renais e cardiopulmonares ao feto, com risco de morte fetal mesmo após uma única dose. Categoria de risco: D. Não use sem orientação médica. Informe seu médico imediatamente em caso de suspeita de gravidez.
Quantos dias pode tomar cetoprofeno 150mg?
Não existe uma duração fixa igual para todos os casos — depende da indicação e da orientação médica. A recomendação geral é usar a menor dose eficaz pelo menor tempo necessário para controlar os sintomas. Não use cetoprofeno por período maior do que o recomendado na bula ou pelo seu médico, pois o uso prolongado aumenta os riscos de efeitos gastrointestinais, renais e cardiovasculares.
Cetoprofeno serve para dor de ouvido?
Sim. Algumas formulações do cetoprofeno (comprimido de liberação prolongada 150 mg e solução oral em gotas) possuem indicação aprovada para otites (inflamação do ouvido), ajudando a aliviar a dor e a inflamação. No entanto, a dor de ouvido pode ter causas que requerem tratamento específico — consulte um médico.
Cetoprofeno agride o estômago?
O cetoprofeno, como todos os AINEs, pode causar efeitos adversos gastrointestinais. Os mais comuns são má digestão (dispepsia), náusea, dor abdominal e vômito. Em casos mais raros, pode causar úlcera péptica, sangramento ou perfuração gastrointestinal, que podem ser graves. Para minimizar esses riscos, use a menor dose eficaz, tome durante ou após as refeições e não ultrapasse o tempo de tratamento recomendado.
Cetoprofeno é o mesmo que ibuprofeno?
Não, são medicamentos diferentes. Ambos são anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) da mesma classe (derivados do ácido propiônico), mas são substâncias distintas com dosagens, indicações e perfis de efeitos adversos próprios. Não devem ser usados ao mesmo tempo. Consulte seu médico sobre qual é o mais adequado para o seu caso.
Referências
- Bula do profissional — Profenid (cetoprofeno), cápsula gelatinosa dura 50 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751880 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do paciente — Profenid (cetoprofeno), cápsula gelatinosa dura 50 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751879 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do profissional — Profenid Entérico (cetoprofeno), comprimido revestido de liberação retardada 100 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751880 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do paciente — Profenid Entérico (cetoprofeno), comprimido revestido de liberação retardada 100 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751879 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do profissional — Profenid Retard (cetoprofeno), comprimido revestido de liberação retardada 200 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751880 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do paciente — Profenid Retard (cetoprofeno), comprimido revestido de liberação retardada 200 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751879 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do profissional — Profenid (cetoprofeno), solução oral 20 mg/mL. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751880 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do paciente — Profenid (cetoprofeno), solução oral 20 mg/mL. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751879 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do profissional — Bi-Profenid (cetoprofeno), comprimido de liberação prolongada de 2 camadas 150 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751880 1.0, aprovada em 15/07/2025.
- Bula do paciente — Bi-Profenid (cetoprofeno), comprimido de liberação prolongada de 2 camadas 150 mg. Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Registro ANVISA nº 1.8326.0360. Versão VV-REG-1751879 1.0, aprovada em 15/07/2025.
Revisão médica: Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 26 de abril de 2026
Genéricos, similares e referências disponíveis no Brasil
| Nome comercial | Laboratório | Tipo |
|---|---|---|
| Cetoprofeno | Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Ceftfenpro Lp | Germed Farmacêutica Ltda. | Similar |
| Cetoprofeno | Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Prodygo | Laboratório Gross S. A. | Similar |
| Cetoprofeno | Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Profenid | Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. | Novo |
| Triploa | Supera Farma Laboratórios S.A. | Similar |
| Algie | Eurofarma Laboratórios S.A. | Similar |
| Cetoprofeno | EMS S.A. | Genérico |
| Cetoprofeno | Laboratório Teuto Brasileiro S.A. | Genérico |
| Fenbip | Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda. | Similar |
| Flamador | Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. | Similar |
| Flamador | Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. | Similar |
| Bicerto | Eurofarma Laboratórios S.A. | Similar |
| Cetoprofeno | EMS S.A. | Genérico |
| Cetoprofeno | Eurofarma Laboratórios S.A. | Genérico |
| Cetoprofeno | Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. | Genérico |
| Artrinid | União Química Farmacêutica Nacional S.A. | Similar |
| Cetoprofeno | Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Cetoprofeno | Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. | Genérico |
| Bicerto Iv | Eurofarma Laboratórios S.A. | Novo |
| Cetoprofeno | União Química Farmacêutica Nacional S.A. | Genérico |
| Cetoprofeno | Germed Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Cetofenid | Laboratório Teuto Brasileiro S.A. | Similar |
| Cetoprofeno | Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. | Genérico |
| Cetoprofeno | Eurofarma Laboratórios S.A. | Genérico |