Azitromicina

Princípio ativo: AzitromicinaClasse: Antibiótico (macrolídeo)Outros nomes: Astro · Azi · Azinostil · Azitrolab · Azitromed · Azitromicina · Azitromicina Di-hidratada · Azitromicina Diidratada · Azitrophar · Elim · Tromizir · Zirk · Zitromax · Zitroneo · Zolprox · Ver lista completa de genéricos, similares e referências →Apresentações: Comprimido revestido · Pó para suspensão oralDosagens: 500 mg · 600 mg · 900 mg · 1500 mg · 200 mg/5 mL
Revisado por Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 26 de abril de 2026
Medicamento sujeito a prescrição médica. As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde. Não se automedique.

Indicações

O que é Azitromicina

A azitromicina é um antibiótico da classe dos macrolídeos, pertencente à subclasse dos azalídeos. É quimicamente relacionada à eritromicina, obtida pela inserção de um átomo de nitrogênio no anel lactônico da eritromicina A.

Como funciona Azitromicina

A azitromicina liga-se ao 23S rRNA da subunidade ribossômica 50S das bactérias sensíveis. Dessa forma, bloqueia a síntese proteica pela inibição do passo de transpeptidação/translocação e pela inibição da montagem da subunidade ribossômica 50S, impedindo o crescimento e a reprodução bacteriana.

Para que serve Azitromicina

Seguem as indicações de Azitromicina:

  • Infecções do trato respiratório inferior, incluindo bronquite e pneumonia
  • Infecções do trato respiratório superior, incluindo sinusite, faringite e amigdalite
  • Otite média aguda
  • Infecções da pele e tecidos moles
  • Doenças sexualmente transmissíveis não complicadas causadas por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae sensível
  • Cancro mole (lesão de pele) causado por Haemophilus ducreyi

Quando começa a fazer efeito

Após administração oral, o pico de concentração plasmática é alcançado em 2 a 3 horas.

A meia-vida plasmática de eliminação terminal é de 2 a 4 dias, refletindo a longa depleção tecidual do medicamento.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade (reações alérgicas) à azitromicina, eritromicina, qualquer antibiótico macrolídeo, cetolídeo ou a qualquer componente da fórmula.
  • Pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose (aplica-se às apresentações com sacarose ou lactose).
  • Pessoas com insuficiência de sacarase-isomaltase (aplica-se à apresentação em pó para suspensão oral que contém sacarose).

Antes de usar

Informe seu médico antes de começar

Antes de iniciar, informe ao seu médico:

  • Se você já teve qualquer reação suspeita a antibióticos macrolídeos ou relacionados (azitromicina, eritromicina, claritromicina) ou a cetolídeos — mesmo reações leves como manchas na pele, coceira ou inchaço.
  • Se você tem ou já teve problemas do coração, em especial síndrome do QT longo (congênita ou adquirida), arritmia cardíaca, bradicardia ou insuficiência cardíaca.
  • Se você tem baixo nível de potássio ou de magnésio no sangue.
  • Se você tem doença hepática grave ou já apresentou problemas de fígado com uso prévio de antibióticos.
  • Se você tem miastenia gravis — o medicamento pode exacerbar os sintomas.
  • Todos os medicamentos em uso, especialmente antiácidos, derivados do ergot (ergotamina), digoxina, colchicina, anticoagulantes (varfarina), ciclosporina, zidovudina, medicamentos que prolongam o intervalo QT (antiarrítmicos classes IA e III, antipsicóticos, antidepressivos, fluoroquinolonas) e diuréticos.
  • Se você está grávida, planeja engravidar ou está amamentando.
  • Em recém-nascidos (até 42 dias de vida), fique atento a vômito ou irritação após a alimentação — pode indicar estenose pilórica hipertrófica infantil; procure o médico imediatamente.

Sinais de alerta: quando parar e procurar ajuda médica

Reações alérgicas graves

Foram relatadas reações alérgicas graves, incluindo angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa) e anafilaxia (reação alérgica grave), raramente fatais. Também foram descritas reações dermatológicas graves, como Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (raramente fatal) e Reação Adversa a Medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS). Se ocorrer reação alérgica, o uso deve ser descontinuado imediatamente. Os sintomas alérgicos podem reaparecer após a suspensão do tratamento sintomático.

Hepatotoxicidade

Foram relatadas alteração da função hepática, hepatite, icterícia colestática, necrose hepática e insuficiência hepática, algumas das quais resultaram em morte. A azitromicina deve ser descontinuada imediatamente se ocorrerem sinais ou sintomas de hepatite. Pacientes com disfunção hepática significativa devem utilizar o medicamento com cautela.

Prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes

A azitromicina pode prolongar o intervalo QT e aumentar o risco de arritmias ventriculares graves do tipo Torsades de Pointes, potencialmente fatais (morte súbita). O risco é maior em pacientes com prolongamento do intervalo QT documentado ou congênito, em uso concomitante de medicamentos que prolongam o QT (antiarrítmicos classes IA e III, antipsicóticos, antidepressivos, fluoroquinolonas), com distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia), bradicardia, arritmia cardíaca ou insuficiência cardíaca clinicamente relevante. Pacientes idosos podem ser mais suscetíveis.

Diarreia associada a Clostridium difficile

Foi relatada diarreia associada a Clostridium difficile com a maioria dos agentes antibacterianos, incluindo azitromicina, variando de diarreia leve a colite (inflamação do intestino grosso) fatal. Houve relatos de diarreia associada a C. difficile até 2 meses após a administração de antibióticos. Cuidado médico é necessário nesses casos.

Outras informações importantes

Riscos e monitoramento durante o tratamento

Exacerbação de miastenia gravis

Foram relatadas exacerbações dos sintomas de miastenia gravis em pacientes em tratamento com azitromicina.

Estenose pilórica hipertrófica infantil

Estenose pilórica hipertrófica infantil tem sido relatada após o uso de azitromicina em neonatos (tratamento em até 42 dias de vida). Pais e cuidadores devem entrar em contato com o médico caso ocorra vômito ou irritabilidade após a alimentação.

Superinfecção e resistência bacteriana

Como ocorre com qualquer antibiótico, recomenda-se observação constante dos sinais de crescimento de organismos não suscetíveis, incluindo fungos. Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes, o medicamento deve ser usado somente para tratamento de infecções causadas ou fortemente suspeitas de serem causadas por microrganismos sensíveis a ele.

Insuficiência renal grave

Em pacientes com taxa de filtração glomerular menor que 10 mL/min, foi observado aumento de 33% na exposição sistêmica à azitromicina. O medicamento deve ser administrado com cautela nesses pacientes.

Cuidados no dia a dia

Condução de veículos: Não há evidências de que a azitromicina possa afetar a habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Composição e alérgenos

O pó para suspensão oral contém sacarose (15,53 g/frasco de 600 mg; 23,30 g/frasco de 900 mg; 38,83 g/frasco de 1500 mg). Deve ser usado com cautela por portadores de diabetes. Não indicado a pacientes com intolerância à frutose, má absorção de glicose-galactose ou deficiência de sacarase-isomaltase.

O comprimido revestido contém lactose (abaixo de 0,25 g/comprimido) e glúten. Portadores de doença celíaca ou síndrome celíaca, atenção.

O comprimido revestido contém o corante dióxido de titânio.

Posologia

A azitromicina deve ser administrada em dose única diária. Em adultos, para doenças sexualmente transmissíveis causadas por Chlamydia trachomatis, Haemophilus ducreyi ou Neisseria gonorrhoeae sensível, a dose é de 1000 mg em dose oral única. Para as demais indicações orais, a dose total recomendada é de 1500 mg, administrada em doses diárias de 500 mg durante 3 dias; alternativamente, a mesma dose total pode ser administrada em 5 dias (500 mg no 1º dia e 250 mg do 2º ao 5º dia). A dose diária máxima em adultos é de 500 mg. O comprimido revestido de 500 mg é indicado para adultos e crianças acima de 45 kg.

Por indicação

Doenças sexualmente transmissíveis não complicadas (Chlamydia trachomatis, Haemophilus ducreyi, Neisseria gonorrhoeae sensível) — adultos

Dose inicial: 1000 mg por via oral em dose única

Dose máxima: 1000 mg (dose única)

Duração: Dose única

Outras infecções bacterianas suscetíveis (respiratórias, pele, otite média aguda) — adultos, esquema de 3 dias

Dose inicial: 500 mg por via oral, uma vez ao dia

Dose máxima: 500 mg/dia (total de 1500 mg no tratamento)

Duração: 3 dias consecutivos

Outras infecções bacterianas suscetíveis — adultos, esquema alternativo de 5 dias

Dose inicial: 500 mg por via oral no 1º dia

Dose de manutenção: 250 mg por via oral, uma vez ao dia, do 2º ao 5º dia

Dose máxima: 500 mg/dia (total de 1500 mg no tratamento)

Duração: 5 dias

Faringite estreptocócica pediátrica — esquema de 3 dias (10 mg/kg)

Dose inicial: 10 mg/kg por via oral, uma vez ao dia

Dose máxima: 500 mg/dia; total máximo de 1500 mg no tratamento

Duração: 3 dias

Faringite estreptocócica pediátrica — esquema de 5 dias

Dose inicial: 10 mg/kg por via oral no 1º dia

Dose de manutenção: 5 mg/kg por via oral, uma vez ao dia, do 2º ao 5º dia

Dose máxima: 500 mg/dia; total máximo de 1500 mg no tratamento

Duração: 5 dias

Faringite estreptocócica pediátrica — esquema alternativo (20 mg/kg por 3 dias)

Dose inicial: 20 mg/kg por via oral, uma vez ao dia

Dose máxima: 500 mg/dia

Duração: 3 dias

Observações: A erradicação bacteriológica foi maior e mais evidente com essa dose. A penicilina é geralmente o fármaco escolhido para faringite por Streptococcus pyogenes, incluindo a profilaxia da febre reumática.

Otite média aguda pediátrica — dose única

Dose inicial: 30 mg/kg por via oral em dose única

Dose máxima: 1500 mg (dose única)

Duração: Dose única

Por apresentação

Comprimido revestido 500 mg — Via oral, com ou sem alimentos

Dose padrão: 500 mg uma vez ao dia

Dose máxima: 500 mg/dia (1000 mg em dose única para DSTs)

Frequência: Uma vez ao dia

Peso mínimo: 45 kg

Instruções específicas: Não partir, abrir ou mastigar. Uso adulto e pediátrico acima de 45 kg.

Pó para suspensão oral 600 mg / 900 mg / 1500 mg (200 mg/5 mL após reconstituição) — Via oral, com ou sem alimentos

Dose padrão: Conforme peso e indicação (ver posologia_tabela)

Dose máxima: 1500 mg/tratamento em crianças

Frequência: Uma vez ao dia

Instruções específicas: Cada 5 mL da suspensão reconstituída correspondem a 200 mg de azitromicina. Medir com a seringa dosadora fornecida na embalagem. Agitar antes de cada administração.

Por peso corporal

Crianças — faringite estreptocócica (esquema padrão)

Dose por peso (mg/kg): 10–10 mg/kg

Frequência: Uma vez ao dia, por 3 dias

Dose máxima absoluta: 500 mg/dia; 1500 mg no total

Crianças — faringite estreptocócica (esquema alternativo)

Dose por peso (mg/kg): 20–20 mg/kg

Frequência: Uma vez ao dia, por 3 dias

Dose máxima absoluta: 500 mg/dia

Crianças — otite média aguda

Dose por peso (mg/kg): 30–30 mg/kg

Frequência: Dose única

Dose máxima absoluta: 1500 mg

Como tomar — comprimido

Tomar o comprimido revestido inteiro com água. Não partir, abrir ou mastigar. Pode ser tomado com ou sem alimentos.

Como tomar — solução oral

Antes do primeiro uso, o farmacêutico ou cuidador deve reconstituir o pó: agitar vigorosamente o frasco fechado para soltar o pó do fundo; abrir o frasco pressionando a tampa para baixo e girando; adicionar toda a água purificada do diluente ao frasco; recolocar a tampa interna; tampar e agitar vigorosamente até obter suspensão homogênea. Para administrar: retirar a tampa da seringa, ajustá-la no orifício da tampa interna; virar o frasco para baixo e puxar o êmbolo até o volume prescrito; administrar direto na boca ou misturar em colher antes da administração; após o uso, lavar a seringa com água filtrada. Agitar a suspensão antes de cada administração. Cada 5 mL correspondem a 200 mg.

E se eu esquecer uma dose?

Se esquecer uma dose, tomar assim que lembrar. Se já estiver próximo ao horário da próxima dose, pular a dose esquecida e continuar o esquema normalmente. Não tomar o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Não interromper o tratamento sem conhecimento do médico, mesmo que os sintomas desapareçam. A interrupção pode favorecer o aparecimento de infecções mais graves e de bactérias resistentes.

Efeitos adversos

Reações indesejáveis podem ocorrer com o uso de Azitromicina. A seguir, os eventos adversos organizados por frequência:

Comuns (em estudos clínicos, principalmente gastrintestinais)

Náusea; Vômito; Diarreia; Fezes amolecidas; Desconforto abdominal (dor/cólica); Flatulência.

Reações gastrintestinais foram as mais frequentes em estudos clínicos comparativos.

Outras reações observadas em estudos clínicos

Leve redução transitória na contagem de neutrófilos; Disfunção hepática; Rash (vermelhidão da pele); Angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou mucosa).

Raros (principalmente associados a uso prolongado ou altas doses)

Imunológico/Alérgico: Reação Adversa a Medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS); Dermatológico: Eritema multiforme, Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise epidérmica tóxica; Cardiovascular: Prolongamento do intervalo QT, Torsades de Pointes; Gastrointestinal: Descoloração da língua; Hepático: Necrose hepática, Insuficiência hepática (raramente fatal); Neurológico: Distúrbio ou perda do paladar e/ou olfato; Auditivo: Disfunções auditivas, incluindo perda de audição, surdez e tinido (zumbido).

Muitos dos eventos de audição mostraram-se reversíveis após descontinuação.

Pós-comercialização — frequência desconhecida

Hematológico: Trombocitopenia (diminuição das plaquetas); Imunológico/Alérgico: Anafilaxia (raramente fatal); Dermatológico: Prurido (coceira), Fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à luz), Urticária, Vasculite cutânea (inflamação dos vasos sanguíneos da pele); Cardiovascular: Palpitações e arritmias, incluindo taquicardia ventricular, Hipotensão (pressão baixa); Gastrointestinal: Monilíase (candidíase), Dispepsia (dor e queimação em estômago e esôfago), Constipação (prisão de ventre), Colite pseudomembranosa (infecção intestinal por C. difficile), Pancreatite (inflamação do pâncreas), Desidratação secundária a vômito/diarreia; Hepático: Hepatite, Icterícia colestática; Renal: Nefrite intersticial, Disfunção renal aguda; Neurológico: Tontura, convulsões, cefaleia, hiperatividade, hipoestesia, parestesia, sonolência, desmaio, Vertigem; Psiquiátrico: Reação agressiva, nervosismo, agitação, ansiedade; Metabólico/Endocrinológico: Anorexia (falta de apetite); Urogenital/Sexual: Vaginite; Geral/Sistêmico: Edema (inchaço), Astenia (fraqueza), cansaço, mal-estar.

Casos de estenose pilórica hipertrófica infantil foram relatados após uso em neonatos (até 42 dias de vida).

Esta lista não é exaustiva. Informe ao seu médico qualquer sintoma novo ou incomum durante o tratamento.

Interações medicamentosas

Informe seu médico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.

MedicamentoEfeitoCondutaSeveridade
Derivados do ergot (ergotamina e similares)Em pacientes que recebem derivados do ergot, o ergotismo foi acelerado pela coadministração de alguns antibióticos macrolídeos. Devido à possibilidade teórica de ergotismo, azitromicina e derivados do ergot não devem ser coadministrados.Associação não recomendadaCONTRAINDICADA
CiclosporinaElevação significativa da Cmáx e AUC da ciclosporina em estudo com voluntários sadios.Ter cuidado antes de considerar o uso concomitante. Se necessário, monitorar os níveis de ciclosporina e ajustar a dose adequadamente.MAIOR
Antiarrítmicos das classes IA e IIIRisco somado de prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes, potencialmente fatal.Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se necessário, realizar monitoramento eletrocardiográfico.MAIOR
Agentes antipsicóticos, antidepressivos e fluoroquinolonas que prolongam o intervalo QTAumento do risco de prolongamento do QT e arritmias ventriculares graves (Torsades de Pointes).Evitar a coadministração quando possível. Monitorar eletrocardiograma e eletrólitos (potássio, magnésio).MAIOR
Antiácidos (contendo alumínio ou magnésio)A coadministração reduz o pico de concentração plasmática da azitromicina em aproximadamente 24%, embora não altere a biodisponibilidade total.Não administrar azitromicina e antiácidos simultaneamente. Separar os horários de administração.MODERADA
DigoxinaAumento dos níveis séricos de digoxina pela inibição da P-glicoproteína, com risco de toxicidade digitálica.Monitorar clinicamente os níveis séricos de digoxina durante e após o tratamento com azitromicina.MODERADA
ColchicinaAumento dos níveis séricos de colchicina pela inibição da P-glicoproteína.Considerar ajuste de dose e monitorar sinais de toxicidade.MODERADA
Anticoagulantes orais do tipo cumarínicos (varfarina)Relatos pós-comercialização de potencialização do efeito anticoagulante após coadministração com azitromicina, embora a relação causal não tenha sido estabelecida em estudos.Aumentar a frequência de monitoramento do tempo de protrombina (TP/INR) quando a azitromicina for associada a anticoagulantes cumarínicos.MODERADA
Atorvastatina (e outras estatinas)Relatos pós-comercialização de rabdomiólise em pacientes recebendo azitromicina com estatinas.Monitorar sinais de miopatia/rabdomiólise (dor muscular, fraqueza, urina escura) durante o uso concomitante.MODERADA
Diuréticos (medicamentos para eliminar água do corpo)Risco de distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) que aumentam a probabilidade de prolongamento do QT e arritmias.Corrigir distúrbios eletrolíticos antes e durante o tratamento; monitorar potássio e magnésio séricos.MODERADA
RifabutinaRelato de neutropenia em pacientes em uso combinado, embora relacionada principalmente à rifabutina. As concentrações séricas dos dois fármacos não foram alteradas.Monitorar hemograma durante o uso combinado.MODERADA
ZidovudinaAumento das concentrações do metabólito clinicamente ativo (zidovudina fosforilada) em células mononucleares; o significado clínico não foi elucidado.Monitorar pacientes em uso combinado; nenhum ajuste de dose necessário segundo os estudos disponíveis.MENOR
NelfinavirAumento da concentração sérica de azitromicina quando coadministrado com nelfinavir em estado de equilíbrio.Nenhum ajuste de dose necessário; observar sinais de reações adversas.MENOR
Cetirizina, didanosina, carbamazepina, cimetidina, efavirenz, fluconazol, indinavir, metilprednisolona, midazolam, sildenafila, terfenadina, teofilina, triazolam, trimetoprima/sulfametoxazolNão foram observadas interações farmacocinéticas clinicamente significativas nos estudos disponíveis.Nenhum ajuste de dose específico é necessário. A azitromicina não interage significativamente com o sistema do citocromo P450 hepático.MENOR

Uso em grupos especiais

Uso na gravidez

A azitromicina é classificada como categoria B de risco na gravidez. Estudos de reprodução em animais não demonstraram danos ao feto, e a maioria dos estudos observacionais não sugere associação com malformações congênitas maiores ou cardiovasculares. No entanto, há evidências epidemiológicas limitadas de um risco aumentado de aborto após a exposição à azitromicina no início da gestação. O medicamento só deve ser usado durante a gravidez se clinicamente necessário e quando o benefício esperado superar qualquer risco potencial. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na amamentação

Informação limitada indica que a azitromicina está presente no leite humano com dose diária média estimada de 0,1 a 0,7 mg/kg/dia. Não foram observados efeitos adversos graves em lactentes amamentados, mas o uso deve ser criterioso. A decisão de descontinuar a amamentação ou suspender o medicamento deve considerar o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher. Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano; orientação médica é necessária.

Uso em pacientes idosos

A mesma dose utilizada em adultos pode ser utilizada em idosos. Um leve aumento na área sob a curva (AUC) foi observado em voluntários idosos (>65 anos) em regime de 5 dias em relação a jovens (<40 anos), mas sem significância clínica — ajuste de dose não é recomendado. Pacientes idosos podem ser mais suscetíveis ao desenvolvimento de arritmias do tipo Torsades de Pointes associadas ao prolongamento do intervalo QT.

Uso pediátrico

A dose máxima total recomendada em qualquer tratamento pediátrico é de 1500 mg. Em geral, a dose total é de 30 mg/kg. O comprimido revestido de 500 mg é indicado apenas para crianças com mais de 45 kg; abaixo desse peso, usar a suspensão oral (cada 5 mL = 200 mg). Para faringite estreptocócica, a penicilina é geralmente o fármaco de escolha, incluindo a profilaxia da febre reumática. Em neonatos (até 42 dias de vida), entrar em contato com o médico imediatamente caso ocorra vômito ou irritabilidade após a alimentação — possível estenose pilórica hipertrófica infantil.

Insuficiência renal

Em pacientes com taxa de filtração glomerular entre 10 e 80 mL/min (insuficiência leve a moderada), não é necessário ajuste de dose. Em insuficiência renal grave (TFG menor que 10 mL/min), foi observado aumento de 33% na exposição sistêmica à azitromicina; o medicamento deve ser administrado com cautela nesses pacientes.

Insuficiência hepática

Em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada (Child-Pugh A ou B), não há evidência de alteração acentuada na farmacocinética; as mesmas doses utilizadas em pacientes com função hepática normal podem ser administradas. Pacientes com insuficiência hepática grave devem utilizar azitromicina com cautela, pois a principal via de eliminação é o fígado. O medicamento deve ser descontinuado imediatamente ao surgirem sinais ou sintomas de hepatite.

Fertilidade

Em estudos de fertilidade realizados em ratos, foi observada redução das taxas de gravidez após a administração de azitromicina. A relevância dessa descoberta para os seres humanos é desconhecida.

Perguntas frequentes

Para que é indicada a azitromicina?

A azitromicina é um antibiótico indicado para tratar infecções bacterianas em diversas partes do corpo. Ela pode ser usada para infecções da garganta (faringite, amigdalite), dos seios da face (sinusite), do ouvido (otite média), dos brônquios e pulmões (bronquite e pneumonia), da pele e de tecidos moles. Também é indicada para algumas doenças sexualmente transmissíveis, como aquelas causadas por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.

O uso deve sempre ser prescrito por um médico, pois a azitromicina só funciona contra infecções bacterianas — não tem efeito sobre gripes e resfriados, que são causados por vírus.

Pode tomar azitromicina para a garganta?

Sim, a azitromicina é uma das opções para tratar infecções bacterianas da garganta, como faringite e amigdalite causadas por bactérias sensíveis ao medicamento.

No entanto, nem toda dor de garganta é causada por bactéria — muitas vezes, a causa é um vírus, e nesses casos o antibiótico não faz efeito.

Por isso, é importante que um médico avalie a situação antes de prescrever a azitromicina. O uso inadequado de antibióticos pode contribuir para o surgimento de bactérias resistentes.

Qual a diferença entre amoxicilina e azitromicina?

Amoxicilina e azitromicina são dois tipos diferentes de antibióticos que pertencem a classes distintas: a amoxicilina é uma penicilina, enquanto a azitromicina é um macrolídeo. Eles agem de formas diferentes nas bactérias e são eficazes contra grupos diferentes de micro-organismos.

Para infecções de garganta causadas por Streptococcus, por exemplo, a própria bula da azitromicina indica que a penicilina (como a amoxicilina) é geralmente o medicamento de primeira escolha. Já a azitromicina pode ser usada em pacientes alérgicos à penicilina ou em infecções por bactérias que não respondem à amoxicilina.

A escolha do antibiótico ideal é sempre do médico, com base no tipo de infecção e no perfil do paciente.

Quem tem doença renal pode tomar azitromicina?

Em geral, sim — pacientes com insuficiência renal leve a moderada (taxa de filtração glomerular entre 10 e 80 mL/min) podem usar a azitromicina nas doses habituais, sem necessidade de ajuste. Porém, pacientes com insuficiência renal grave (filtração menor que 10 mL/min) devem usar o medicamento com cautela e sempre sob supervisão médica. Se você tem problema nos rins, informe ao seu médico antes de iniciar qualquer antibiótico para que ele escolha a dose adequada ao seu caso.

Qual remédio faz efeito mais rápido, amoxicilina ou azitromicina?

A azitromicina tem seu pico de concentração no sangue entre 2 e 3 horas após a ingestão oral, mas a melhora clínica real geralmente leva alguns dias de tratamento. A comparação direta de velocidade de ação entre azitromicina e amoxicilina depende do tipo de infecção e da bactéria envolvida, o que faz essa comparação variar caso a caso. O mais importante não é qual age mais rápido, mas qual é o antibiótico mais adequado para a infecção específica do paciente — isso é uma decisão médica. Nunca suspenda o antibiótico antes do prazo prescrito, mesmo que sinta melhora rápida.

Quantos dias após tomar azitromicina faz efeito?

O pico de ação da azitromicina após a ingestão oral ocorre entre 2 e 3 horas. A melhora dos sintomas costuma ser percebida após 1 a 2 dias de tratamento, mas o efeito completo sobre a infecção leva os dias completos do curso prescrito. O tratamento padrão dura 3 dias (500 mg por dia), e é fundamental completar todos os dias mesmo se sentir melhora antes. Interromper o antibiótico cedo pode fazer com que a infecção volte ou se torne resistente ao medicamento.

Qual o antibiótico que substitui a azitromicina?

Não existe uma substituição única e universal para a azitromicina, pois o antibiótico correto depende do tipo de infecção e da bactéria causadora. Para infecções respiratórias, outras opções podem incluir amoxicilina, claritromicina ou levofloxacino, dependendo do quadro clínico. Para pacientes alérgicos à azitromicina ou a outros macrolídeos, o médico deve avaliar alternativas de classes diferentes. Nunca substitua um antibiótico por conta própria — o médico é o único que pode indicar a troca adequada com base no diagnóstico.

A azitromicina é mais forte que o benzetacil?

Essa comparação não é simples, pois azitromicina e benzetacil (penicilina benzatina) são antibióticos de classes diferentes, com espectros de ação distintos. O benzetacil é altamente eficaz contra o Streptococcus pyogenes, a bactéria que causa amigdalite estreptocócica e febre reumática — e a própria bula da azitromicina reconhece que a penicilina é o fármaco de escolha nesses casos. Já a azitromicina tem eficácia contra um grupo mais amplo de bactérias. Nenhum dos dois é universalmente 'mais forte'; o que importa é qual é o mais adequado para a infecção específica de cada paciente.

Posso comprar azitromicina sem receita médica?

Não. A azitromicina é um medicamento de venda sob prescrição médica, com retenção da receita. Isso significa que você só pode comprá-la apresentando uma receita válida emitida por um médico ou cirurgião-dentista. A automedicação com antibióticos é perigosa: pode mascarar infecções mais graves, causar efeitos adversos sérios e contribuir para o desenvolvimento de bactérias resistentes, um problema grave de saúde pública. Se você acredita precisar de um antibiótico, consulte um médico.

Qual é mais forte, azitromicina ou cefalexina?

Azitromicina e cefalexina pertencem a classes diferentes de antibióticos — a cefalexina é uma cefalosporina — e cada uma é mais eficaz contra tipos diferentes de bactérias. A cefalexina é frequentemente usada para infecções de pele e tecidos moles, enquanto a azitromicina tem boa ação contra bactérias respiratórias atípicas, como as que causam pneumonias por Chlamydia ou Legionella. Não existe um critério único de 'força' entre eles: o que determina qual é o mais adequado é o tipo de infecção, a bactéria causadora e o perfil clínico do paciente. A escolha é sempre médica.

Referências

  1. Bula do paciente — Astro (azitromicina di-hidratada), pó para suspensão oral 600 mg, 900 mg e 1500 mg. Eurofarma Laboratórios S.A. Registro ANVISA nº 1.0043.1172. Versão VP_V05, aprovada em 18/11/2025.
  2. Bula do profissional — Astro (azitromicina di-hidratada), pó para suspensão oral 600 mg, 900 mg e 1500 mg. Eurofarma Laboratórios S.A. Registro ANVISA nº 1.0043.1172. Versão VPS_V05, aprovada em 18/11/2025.
  3. Bula do paciente — Zitromax (azitromicina di-hidratada), comprimido revestido 500 mg. Pfizer Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.2110.0359. Versão ZTXCOM_25_VP, aprovada em 20/10/2025.
  4. Bula do profissional — Zitromax (azitromicina di-hidratada), comprimido revestido 500 mg. Pfizer Brasil Ltda. Registro ANVISA nº 1.2110.0359. Versão ZTXCOM_25_VPS, aprovada em 20/10/2025.

Revisão médica: Dra. Clara Aguiar · CRM-RJ 5285690-8 · Atualizado em 26 de abril de 2026

Genéricos, similares e referências disponíveis no Brasil

Nome comercialLaboratórioTipo
AzitromicinaEurofarma Laboratórios S.A.Genérico
AzitromicinaSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda.Genérico
AzitromicinaPrati Donaduzzi & Cia Ltda.Genérico
Azitromicina DiidratadaSanofi Medley Farmacêutica Ltda.Genérico
Azitromicina Di-hidratadaBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.Genérico
AzitromicinaCimed Indústria S.A.Genérico
ElimPrati Donaduzzi & Cia Ltda.Similar
Azitromicina Di-hidratadaAché Laboratórios Farmacêuticos S.A.Genérico
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